Blog do Julio Falcão

Julho 15 2009
A vergonha do senador Pedro Simon

Marco Aurélio Weissheimer

Cena 1: Brasília: O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), é alvo de uma série de denúncias. O Ministério Público Federal abre um processo para investigar o uso de dinheiro público pela Fundação José Sarney. Vários senadores pedem o afastamento de Sarney, entre eles o gaúcho Pedro Simon, companheiro de partido de Sarney. Enfático, Simon declara:

- Perdemos toda a credibilidade. O presidente Sarney tem de ter a grandeza de renunciar à presidência do Senado. Tenho vergonha. Estou pensando em ir para casa.

Cena 2: Porto Alegre: O governo Yeda Crusius (PSDB) é alvo de uma série de denúncias. O Ministério Público Federal, além de outras instituições, investiga o envolvimento de integrantes do governo em crimes como desvio de dinheiro público e fraude em licitações. A oposição defende a instalação de uma CPI na Assembléia para investigar as denúncias. O senador Pedro Simon é contra. Diz que a investigação do Ministério Público já é suficiente, argumento que deixa na gaveta no caso das denúncias no Senado.

Cena 3: Porto Alegre e Brasília: O secretário geral do PMDB gaúcho, presidente da Fundação Ulysses Guimarães e deputado federal Eliseu Padilha, é alvo de uma série de denúncias envolvendo desvio de recursos públicos e fraudes em licitações. Está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e outras instituições. O senador Pedro Simon não pede o afastamento de Padilha de cargo algum. O senador Pedro Simon, aliás, não fala qualquer coisa sobre as denúncias contra Padilha.

O senador Simon está com vergonha e pensa em voltar para Porto Alegre. Aqui ele poderá viver sem vergonha, orgulhoso de seus aliados e do governo que apóia e ajuda a sustentar no Estado.
Fonte: RS Urgente

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publicado por Julio Falcão às 14:30
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Julho 14 2009
SATIAGRAHA

O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) teve um lote de 201 cabeças de gado apreendido em uma fazenda da Agropecuária Santa Bárbara Xingura, ligada ao grupo Opportunity, no interior de São Paulo, durante a Operação Satiagraha, em julho de 2008.

Advogados de Quércia apresentaram à Justiça Federal em São Paulo um pedido de devolução do lote, que foi apreendido com mais 1.143 cabeças que estavam na fazenda da agropecuária em Amparo (SP).

Para a Polícia Federal, a Santa Bárbara Xinguara adquiriu rebanhos por meio de um esquema de lavagem de dinheiro com origem nas Ilhas Cayman. O grupo Opportunity e a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara negam as acusação da PF. O presidente da agropecuária é Carlos Rodenburg, ex-cunhado do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

Quércia, que cria gado em Pedregulho (SP), disse ontem que no começo de 2008 realizou uma permuta com a agropecuária. O ex-governador afirmou que cedeu à Santa Bárbara Xinguara cerca de mil cabeças de gado nelore PO (puro de origem)- que valem R$ 2 milhões-, e que, em troca, receberia aproximadamente mil vacas inseminadas. O negócio também envolveu o empréstimo de 15 vacas de Quércia para a Santa Bárbara, para a obtenção das matrizes utilizadas nas inseminações.

"Eu fiz negócio com o Carlinhos Rodemburg, ele também tem gado nelore e está sempre nos leilões, eu encontro com ele sempre", afirmou o ex-governador.

Quércia disse que a agropecuária entregou as vacas inseminadas até o dia da apreensão dos animais pela PF. "Tenho direito [ao gado], está atrapalhando as minhas coisas não ter a prenhezes [vacas inseminadas] de volta". A Justiça ainda não decidiu sobre a devolução.
Fonte: Desabafo Brasil

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publicado por Julio Falcão às 07:35
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Julho 14 2009
A decisão de Sarney em anular todos os 663 atos administrativos não publicados deixou muita gente desesperada, alguns em pânico. Independente dos motivos que levaram Sarney a tomá-la, ela é correta.

Nelo Rodolfo, da Jovem Pan Online, fez um comentário longo sobre o assunto. Falou pouco mais de cinco minutos e não falou do DEM. Como falar desse assunto e não mencionar esse partido? Vejam:



No JN apareceu o senador Heráclito Fortes falando em respaldo jurídico, demonstrando toda preocupação que a hora requer.
"Todo ato do presidente do Congresso, presidente do Senado, é um ato político. Agora, ele tem que ter respaldo jurídico”, disse o senador Heráclito Fortes (DEM), sem esconder o desconforto.

Também no mesmo JN, o senador Cristovam Buarque mostrou que está um pouco atrasado em relação aos fatos. Parece meio perdido no meio dessa confusão.
"Isso é muito grave. E isso justifica o que alguns estão falando em quebra de decoro”, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Noblat está preocupado com a exigência de devolver dinheiro público ao Senado, conforme Os Amigos do Presidente Lula.

Enquanto isso... Lula sabe que Sarney colocou os oponentes contra a parede.

“(LULA) Lamentou a crise que verdadeiramente está instalada no Senado, mas que nós temos absoluta certeza que ela é superável e já está em processo e superação”, disse José Múcio Monteiro, ministro de Relações Institucionais.

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publicado por Julio Falcão às 00:29

Julho 05 2009
O primeiro indicativo de que o senador Arthur Virgílio pagará caro por defender os interesses de José Serra foi colocado na coluna Painel da Renata Lo Prete da Folha.

"Nem bem conseguiu equilibrar minimamente José Sarney na presidência do Senado, o PMDB parte com tudo para uma ofensiva contra a oposição. Primeira determinação: acabou a brincadeira de CPI. Renan Calheiros tem dito claramente que vai usar a força da maioria para impedir o funcionamento das investigações sobre a Petrobras e o Dnit.

Se a oposição insistir, a arma pode ser mais pesada: o círculo próximo de Sarney avalia ter elementos para representar contra Arthur Virgílio (PSDB-AM) no Conselho de Ética. "Ele é réu confesso de uma série de irregularidades", afirma um renanzista."

Será o tão esperado fim desse senador aloprado? Tudo indica que sim...

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publicado por Julio Falcão às 11:47
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Julho 04 2009
Fonte: JB online
Sarney fica. E com 54

José Sarney, presidente do Congresso, vai ficar no cargo. Foi o que ficou acordado hoje, numa reunião entre ele e o presidente Lula, no CCBB, em Brasília, sede provisória do Governo. Pelas contas, agora, com o apoio irrestrito da bancada do PT - mais PMDB, PP, PRB, PSB, PDT e PTB, partidos da base - Sarney tem 54 dos 80 enadores a seu lado.

“Não posso aceitar a sua renúncia”

Essa foi a frase mais marcante do presidente Lula para Sarney no início da conversa. Lula enquadrou praticamente todos os partidos da base e cobrou apoio ao cacique. A situação chegou a tal ponto que Executivo e Legislativo estão interligados mais pela governabilidade política do que pelo bom senso de respeito à representação congressista. Pelas contas, agora, o apoio irrestrito da bancada do PT conta também com PMDB, PP, PRB, PSB, PDT e PTB - alguns deles contrariados. Mas forçados pelas cúpulas das legendas, afinadas com Lula.

(Comentário do blog: Eu ainda não sei como alguns jornalistas ficam sabendo de detalhes de uma reunião privada. Saber o que Lula disse ao Sarney com esse nível de detalhes não é para qualquer um. De qualquer maneira, acredito que a conversa entre ambos foi a seguinte: (Lula) - Olha, Sarney, o Serra está babando para te tirar da presidência, é esse é o grande objetivo dessa cambada. (Sarney) - Fique tranquilo, Lula, Serra não terá esse gostinho, não sairei e detonarei com ele, sei de coisas de quando ele era senador e falarei sobre elas asim que essa onda de denúncias acabar. rsrsrs. Serra sifú. rsrsrsr)

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publicado por Julio Falcão às 00:30
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Julho 03 2009
Fonte: Agência Estado - 03 de julho de 2009 - 09h30

PMDB e PT ameaçam retaliar DEM por caso Sarney

São Paulo - Irritados com a decisão do DEM de pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o PMDB e o PT ameaçam retaliar os democratas, que comandaram em 10 dos últimos 18 anos a Primeira-Secretaria da Casa. Os governistas defendem uma ampla investigação nos atos do órgão.

Responsável pela administração do Senado e pelas negociações de contratos, que vão desde a seleção de mão-de-obra terceirizada à negociação com empresas para prestação de serviços, a Primeira-Secretaria é conhecida como “o cofre” da Casa.

É nesse órgão, ao qual o diretor-geral do Senado é subordinado, que transita grande parte do dinheiro orçamento da Casa. “O DEM sai com uma lista contra o Sarney pela porta da frente e com o cofre pela porta de trás”, afirmou ontem Wellington Salgado (PMDB-MG).

“Estão procurando um bode expiatório. Querem dividir a culpa e a responsabilidade”, reagiu o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). “Eles estão querendo fugir do desgaste com a decisão de manter o apoio a Sarney”, completou o líder, ao lembrar que o diretor-geral é escolhido pelo presidente do Senado. O ex-diretor Agaciel Maia, hoje alvo de investigação pela edição de atos secretos, comandou a parte administrativa da Casa desde 1995.

A senha de que os peemedebistas e petistas - que ficaram praticamente sozinhos na defesa da permanência de Sarney - estão com sede de vingança em relação ao DEM foi dada ontem pelo líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP). Do púlpito do plenário, em um discurso que durou mais de três horas, ele fez questão de lembrar que o DEM é o responsável pela administração da Casa, pelo menos, desde 2003.

“A responsabilidade administrativa dos democratas é muito grande. Vocês têm de assumir isso. Vocês têm de dialogar com a sociedade e com os outros pares aqui com franqueza e com humildade. Simplesmente sair da posição, deixar a aliança que vocês que criaram há alguns poucos meses e empurrar a crise simplesmente à presidência não é justo. Não é justo”, bradou Mercadante da tribuna.

(grifo em vermelho do blog)
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publicado por Julio Falcão às 09:52
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Junho 25 2009
"Sarney diz que Estadão faz campanha de mídia contra ele

O presidente do Senado, José Sarney, acusou o jornal O Estado de S. Paulo de fazer campanha de mídia contra ele. Para o congressista, a matéria “Neto de Sarney opera no Senado crédito consignado, que é alvo da PF”, matéria de capa publicada nesta quinta-feira (25/06), procura atacá-lo porque Sarney apóia claramente o presidente Lula.
A reportagem informa que José Adriano Cordeiro Sarney, neto do senador, é um dos operadores do esquema de crédito consignado do Senado.
Em nota, publicada hoje pelo mesmo jornal, Sarney diz que considera os esclarecimentos feitos por seu neto “suficientes para mostrar a verdadeira face de uma campanha midiática para atingir-me, na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo"."
Fonte: Comunique-se


(Comentário do blog: Quem conhece o Maranhão sabe quem é o político José Sarney, andar pelo Maranhão é receber uma aula de incompetência administrativa. O que estão fazendo com ele é o mesmo que fizeram com o senador Renan Calheiros quando era presidente do Senado. A vida do senador Renan só voltou ao normal depois que ele saiu da presidência. Será esse o fim do senador José Sarney. Ele sabe que ao sair da Presidência deixa de ser o foco. Não é nada fácil a vida dos presidentes do Senado que apoiam o governo Lula.)



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publicado por Julio Falcão às 19:46
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Junho 12 2009
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), confirmou em Teresina, Piauí, que tentará a reeleição em 2010. Segundo pesquisa do Datafolha, Jaques Wagner tem entre 36% e 38% das intenções de voto. Confiante, acredita que o PMDB manterá o apoio a sua candidatura.

"Creio que vamos ampliar com o PP, que pode vir nos dar apoio, e o PR. As alianças tradicionais estão mantidas e, mesmo o PMDB que o pessoal fala, não haverá problema", disse Wagner.

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publicado por Julio Falcão às 00:28
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Junho 04 2009
Bahia de Fato
Por Oldack Miranda

A revista CartaCapital (03/06/09) não afaga o dono do PMDB baiano, ministro Geddel Vieira Lima, nem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Este, é o responsável pelo novo ataque à Petrobras através do artifício da CPI do Senado. O outro, está por traz das “denúncias” envolvendo patrocínios das festas juninas no Nordeste.

O texto da revista é o seguinte: “Sabe-se que as notícias sobre patrocínio da empresa às festas juninas, amplamente exploradas pela mídia, partiram do núcleo peemedebista da Bahia, em confronto com o PT local. Mal nas pesquisas para a disputa do Senado, em 2010, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, anda preocupado com a possibilidade de Gabrielli resolver se lançar à vaga. O presidente da Petrobras nega ser candidato, mas alguns atribuem a Geddel as tentativas de minar o prestígio da estatal entre os baianos e, por conseguinte, de seu dirigente máximo”.

Faz sentido o que diz a revista. Já a baixaria da acusação de privilégio para prefeituras petistas não prospera. Os números não mentem. A Petrobras garantiu patrocínios juninos para 18 prefeituras do DEM. Na seqüência, vem 11 prefeituras do PT, 10 prefeituras do PMDB, 7 prefeituras do PSDB e outras 7 do PP. Tanto que dificilmente a mídia comprada vai continuar batendo nesta tecla.

Como se vê, não dá para colar a imagem de “poço de corrupção” à Petrobras com os patrocínios de São João. E não dá para insistir na tese da “partidarização”. Uma das maiores parcerias da Petrobras foi firmada no Rio de Janeiro, em 2008, ainda na gestão de César Maia, um dos chefes do DEM. Trata-se da despoluição do Canal do Cunha com 195 milhões de reais.

No máximo, o que Geddel conseguiu foi prejudicar as prefeituras e suas festas de São João. E se queimar com a população que adora um forró.

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publicado por Julio Falcão às 16:08
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Maio 30 2009
Destaque do Congresso em Foco

Da Carta Capital

A pós conquistar as presidências da Câmara e do Senado, o PMDB finalmente atingiu o pré-sal das barganhas políticas com o governo. A ideia da CPI da Petrobras foi do PSDB, que vislumbrou a oportunidade de montar um palanque eleitoral para atazanar Lula até as vésperas das eleições de 2010, mas têm sido os neoaliados do Planalto, e principalmente a porção submetida aos senadores Renan Calheiros e José Sarney, os únicos beneficiários da proposta de investigação da estatal.

Como de hábito, o PMDB criou dificuldades e em seguida apresentou-se como parte da solução do problema. Para garantir o controle irrestrito do governismo na CPI, a legenda colocou na mesa a revisão dos acordos eleitorais nos estados, em 2010. Os peemedebistas querem que o PT deixe de lançar candidatos a governador em ao menos dez estados e apóie suas indicações. Cargos estratégicos na Petrobras ocupados por petistas também estariam na mira. Sarney tem especial predileção pelo setor energético.

Não fosse, aliás, por Sarney, a CPI continuaria a ser o sonho de uma noite de verão da ala lacerdista do tucanato, sempre disposta a reeditar o clima da época do chamado mensalão. Foi o presidente do Senado quem deu a brecha para que o requerimento fosse lido em plenário na sexta-feira 15. Poderia, se desejasse, não tê-lo feito, assumindo a presidência da sessão.

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publicado por Julio Falcão às 14:14
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