Blog do Julio Falcão

Dezembro 16 2009
Ricardo Kotscho: a mídia é boazinha quando a enchente é do Kassab

No tempo das prefeitas Luiza Erundina e Marta Suplicy, os repórteres eram implacáveis. Mas agora, na gestão demo-tucana --que levou exatamente uma semana para ir à região onde as ruas de seis bairros continuam tomadas pelas águas do rio misturadas ao esgoto-- o prefeito Kassab e o governador Serra foram poupados de dar maiores explicações. A análise é do jornalista Ricardo Kotscho, publicada no blog Balaio do Kotscho e reproduzida abaixo:

Vocês devem se lembrar das cenas toda vez que chovia forte na cidade: gravadores e microfones enfiados em suas bocas, elas eram seguidas pelas câmaras por onde andavam para ver os estragos provocados pelas enchentes.

Os repórteres queriam saber: “E agora, prefeita? O que a Prefeitura vai fazer? Como a situação chegou a este ponto? Que providências foram tomadas para evitar estes problemas?”

No tempo das prefeitas Luiza Erundina e Marta Suplicy, os repórteres eram implacáveis, marcavam corpo a corpo, cobravam o poder público, como é sua função.

Lembrei-me destas cenas antigas quando li hoje no jornal que “Prefeitura estuda usar bombas para drenar a água”, uma semana depois da enchente que deixou alagados vários bairros da zona leste, às margens do rio Tietê.

Pois levou exatamente uma semana para o prefeito Gilberto Kassab ir à região do Pantanal, onde as ruas de seis bairros continuam tomadas pelas águas do rio misturadas ao esgoto: Chácara Três Meninas, Vila das Flores, Jardim São Martinho, Vila Aimoré, Vila Itaim e Jardim Romano.

Até então, a cobertura se limitou a ouvir as vítimas e técnicos e especialistas em enchentes ensinando que, como se trata de uma área de várzea, iria demorar mesmo para as águas voltarem ao leito do rio. O prefeito Kassab e o governador Serra foram poupados de dar maiores explicações.

Nesta terça-feira, bem abrigado na sede da subprefeitura de São Miguel Paulista, “durante os 40 minutos em que esteve na região, Kassab conversou com moradores, ouviu reclamações, falou do projeto do parque que será construído na região e da transferência das famílias”, segundo informa a Folha.

O prefeito ficou sabendo que entre 3.500 e 7.500 famílias precisam ser retiradas das áreas de risco, mas o cadastramento só começa na próxima semana e a transferência, prevista para 2012, foi antecipada para o ano que vem. Os moradores se queixaram que precisam esperar até quatro horas na fila do posto de saúde no Jardim Romano, carregando seus filhos com doenças provocadas pelas inundações.

Ao final da reunião, Kassab informou que a Prefeitura está estudando a colocação de bombas para drenar a água da enchente. “Muito possivelmente”, explicou, a água será bombeada para caminhões-pipa. Se esta era a solução possível, porque o trabalho de drenagem não começou a ser feito já na semana passada?

Diante das cenas de sofrimento dos moradores do Jardim Pantanal e dos bairros atingidos pela enchente na zona leste, caminhando com água pelo joelho para salvar os móveis das suas casas e levar os filhos ao médico, os problemas enfrentados pelos meus vizinhos do Jardim Paulista ficam tão pequenos, ridículos, insignificantes, que não temos nem o direito de ficar de mau humor (tema do post anterior deste Balaio) nestes dias que antecedem o Natal.

Para piorar o quadro, que ninguém espere não ver mais as mesmas cenas em 2010. Antes que o dia acabasse, a Câmara Municipal, controlada pelo prefeito, cortou as verbas previstas no orçamento para obras antienchente, incluindo os investimentos em áreas de risco e canalização de corregos.

As áreas de risco perderam R$ 1 milhão e R$ 70 milhões foram cortados da canalização de córregos. Mas a verba de publicidade foi mantida: R$ 126 milhões.

Se você não aguenta mais ver as imagens das enchentes paulistanas nos telejornais, é melhor deixar a TV ligada só nos intervalos comerciais mostrando uma São Paulo que é só beleza.
Fonte: Vermelho

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publicado por Julio Falcão às 21:15
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Dezembro 16 2009
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"É muita falta de respeito e de sensibilidade manter uma verba recorde para a publicidade e tirar dinheiro da canalização de córregos. Temos um bairro inteiro ainda alagado na zona leste e o prefeito tira verba do combate às enchentes"

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publicado por Julio Falcão às 21:10
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Dezembro 06 2009
Para mídia paulista, aumento de 45% no IPTU é "recuo"

Kassab conta com a cumplicidade dos jornais para abrandar elevação arbitrária de imposto

Por Paulo Salvador

Manchete do jornal Diário de São Paulo desta quarta (2): "IPTU terá reajuste máximo de 30%"; subtítulo: "Após crítica, prefeito muda projeto e reduz teto do aumento". A Folha de S.Paulo vai no mesmo caminho: "Kassab recua e reduz reajuste do IPTU". O Estadão idem: "Para assegurar IPTU, Kassab recua da alta de até 60%".

No jornal Gente, da rádio Bandeirantes, ancorado por José Paulo de Andrade, o tom foi o mesmo: "Havia gordura demais e Kassab recua". E a CBN, de Heródoto Barbeiro, acompanhou: "Prefeito recua e reajuste será menor". Assim, todos os textos passaram a trabalhar com os verbos recuar, reduzir, baixar, ficou menor.

O fato, porém, foi que a maioria dos vereadores de São Paulo que apoia a gestão DEM/PSDB aprovou um reajuste draconiano no imposto, de no mínimo 30% para os imóveis residenciais a 45% para os comerciais, o que provocou protestos de entidades comerciais e de populares na sessão. Dependendo da região, o aumento poderá ser muito maior.

A forma como DEM e PSDB conduziram a negociação foi armada para que o noticiário, cúmplice, invertesse a lógica dos fatos, convencendo os leitores de manchete de que "o pior" foi transformado em "menos mau".

Isso está explícito na manchete interna do Estadão: "Kassab recua em teto de 2010 e Câmara aprova IPTU até 45% maior" seguida do complemento: "Reajuste máximo para imóveis residenciais será de 30%; previsão de arrecadação diminui R$ 100 milhões". Um pouco mais e o leitor ficaria penalizado com a decisão, pois, segundo o Estado, até a previsão de arrecação vai diminuir!

O vereador Antonio Donato lembra que o reajuste atual, que vai levar a uma arrecadação de R$ 650 milhões, não se compara com o da gestão Marta Suplicy, que arrecadou cerca de R$ 250 milhões só no IPTU, excluindo-se a taxa do lixo. "A classe média vai sentir o baque quando o carnê chegar, em janeiro", acredita.

Em artigo publicado no Estado de S. Paulo desta quarta (2), o empresário Oded Grajew, um dos idealizadores do Movimento Nossa São Paulo, destaca que o projeto do novo IPTU não foi apresentado na discussão do Orçamento 2010 e nem do Plano Plurianual 2010-2013 (que estabelece diretrizes e metas do executivo por um período de quatro anos) e ainda não deixa claro em que secretarias, programas e projetos o dinheiro extra será gasto. "Uma proposta com esse impacto na vida da população mereceria um debate mais aprofundado com a sociedade, no âmbito da democracia participativa", critica.
Fonte: Rede Brasil Atual

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publicado por Julio Falcão às 21:49

Dezembro 06 2009

O Kassab também atirou no dramaturgo


Para quem não sabe, há um projeto de revitalização da Praça Roosevelt que está parado há 3 anos na mesa do prefeito Kassab. Foi desenvolvido pela Emurb, empresa municipal de urbanização. Já houve empenho de verbas. Mas várias vezes o processo de licitação das obras foi interrompido, por absoluta incompetência do afilhado do Serra.


Se tudo tivesse corrido nos conformes e desde o início o prefeito fizesse sua parte e cuidasse da cidade, provavelmente o dramaturgo Mario Bortolotto não estaria na UTI da Santa Casa de Misericórdia. Ele e um colega de teatro foram baleados durante um assalto no Espaço dos Parlapatões.


O projeto é uma beleza. Faz com que aquela aberração de cimento seja colocada abaixo e no lugar surja algo minimamente parecido com uma praça de verdade, habitável. Essa obra tem um custo baixo, R$ 40 milhões. E 85% serão financiados pelo BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a juros subsidiados e longuíssimo prazo. Faz parte da verba destinada aos vários projetos voltados para a retomada urbana do centro da capital paulista.


Moleza. Causaria um impacto extremamente positivo na região central e no chamado Baixo Augusta. É uma obra estratégica para a cidade, que diminuiria de imediato a insegurança que ronda a área. E daria alguma dignidade para a atual gestão.


A praça hoje é um lixo. Foi sendo degradada ao longo de anos de descaso e abandono. Já começou mal. Só uma mente doentia poderia criar um jardim de concreto, frio e desumano. Fica bem no início do famigerado Minhocão. Adivinha obra de quem é mais essa aberração urbanística? Bingo. Maluf.


É feia, suja, perigosa. Foi invadida por drogados, bandidos e moradores de rua. É uma minicracolândia. Desafio o prefeito a passar à noite por ela, sem seus seguranças. Seu destino seria o mesmo do dramaturgo.


Em seu entorno, de forma heróica, um grupo de artistas foi lá se instalando e, numa guerra de guerrilha, levantou teatros e bares repletos de gente jovem, inteligente e feliz. A companhia teatral Os Satyros, dos valentes Ivam Cabral e Rodolfo Vazquez, foi a pioneira desse movimento de resistência desarmada.


Ano que vem, em um edifício abandonado da praça, será implantada a SP Escola de Teatro, que funciona atualmente no Brás, na Zona Leste. É uma iniciativa dos Satyros patrocinada pelo governo do Estado. Sim, do Serra. O pai político do Kassab, o prefeito que nada fez. Nessa, ele vai ficar sozinho, sem álibi nem comparsas.


Um homem público se mede por suas obras. E por suas omissões. Muitas vezes, o que se deixou de fazer é mais determinante para se saber a grandeza de um homem. Ou sua pequenez. O Papa que se calou diante do nazismo. O presidente que nada fez para impedir a tortura nos porões do Estado. O prefeito que não revitalizou uma praça. E deixou um corpo lá, estendido no chão.

Fonte: Blog do Provocador


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publicado por Julio Falcão às 21:00
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Dezembro 05 2009
SP gasta menos em área de risco

CRISTIANE BOMFIM

As 31 subprefeituras de São Paulo gastaram R$ 2,95 milhões dos R$ 28,9 milhões disponíveis no orçamento municipal deste ano para obras e serviços em áreas de risco entre janeiro e outubro. O valor - que equivale a 10,2% do reservado - deveria ser aplicado em estruturas de contenção de encostas, remoção de moradias em áreas de risco de deslizamento e obras de drenagem, segundo informou a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras.

Do total, segundo o site “De olho nas contas”, da Prefeitura, outros R$ 8,22 milhões foram reservados pelas subprefeituras para obras desse tipo e devem ser gastos até o fim deste mês.

A distribuição dos recursos não é igual entre as subprefeituras. A do M’Boi Mirim, por exemplo, tem disponíveis R$ 5,42 milhões. Até outubro, utilizou R$ 143,31 mil, ou seja, 2,64% do que tem direito. A Subprefeitura da Vila Mariana é a que possui o menor orçamento para esse serviço: R$ 1.048. Até agora, nada foi gasto.

Com orçamento de R$ 92 mil para minimizar o impacto das chuvas em áreas de risco, a Subprefeitura de São Mateus, na zona leste, só aplicou R$ 21 mil. Ela é responsável pelo Parque São Rafael, onde dois homens e um adolescente morreram soterrados após deslizamento do Morro do Sabão anteontem.

Questionada, a Prefeitura não respondeu por que o dinheiro não foi utilizado. Mas explicou, por nota, que até o fim do ano pretende gastar R$ 129 milhões no combate às enchentes.

Para o arquiteto Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, o valor destinado pela Prefeitura às obras em áreas de risco é muito pequeno. “Não chega a 1% do orçamento (de R$ 27,9 bilhões) da cidade. E no máximo será utilizado 30% do previsto, o que é ridículo.”

Bonduki, que foi vereador pelo PT entre 2001 e 2004, na gestão Marta Suplicy, acredita que a eliminação de áreas de risco é investimento a longo prazo. “Mas é preciso um programa contínuo e permanente. E hoje isso não existe”, diz o urbanista.

A administração municipal gastou em 2009 apenas 8% dos R$ 18,5 milhões previstos em orçamento para construção de piscinões e reservatórios de água de chuva. São 19 piscinões na capital. Para a canalização de córregos e obras emergenciais contra a enchente, a Prefeitura diz ter disponíveis outros R$ 180 milhões. Mas não disse quanto já foi gasto.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está mapeamento as áreas de risco da capital. Mas o novo mapa só deve ser finalizado em setembro de 2010. Por enquanto, as informações utilizadas pela Prefeitura para monitorar as áreas de risco são as coletadas isoladamente nas subprefeituras.

O último mapeamento geral da cidade foi feito em 2003. Segundo a Coordenação das Subprefeituras, 83% das áreas de risco citadas nesse estudo já foram eliminadas.

O geólogo do IPT Eduardo Soares de Macedo explica que serão mapeadas 562 grandes áreas de risco. Destas, 210 são favelas que já fazem parte do levantamento de 2003, outras 85 foram indicadas pelas subprefeituras. Mais de 200 nunca foram mapeadas. “A falta de mapeamento impede a realização de obras coordenadas na cidade e a priorização de locais”, explica.
Fonte: Jornal da Tarde online

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publicado por Julio Falcão às 13:20
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Dezembro 02 2009
Como vocês já devem ter percebido estou sem tempo para me dedicar ao Blog, é uma pena, espero voltar logo ao rítmo necessário.

Logo agora que o DEM está no centro do furacão meu tempo é pouco para atualizar o Blog. Mas uma certeza nós já temos: Kassab foi acusado de ter recebido, diretamente de Brasília, dinheiro para o Panetone.

O Estadao online revelou.

Na matéria com o título "Arruda ameaça DEM e diz que não deixará o partido" isso está bem claro. Vejam:

"No fim de semana, ele já havia prevenido interlocutores do partido de que não se calaria caso fosse expurgado. Nessas conversas, disse claramente que revelaria os recursos que saíram do Distrito Federal para várias campanhas municipais do DEM, incluindo a da Prefeitura de São Paulo, hoje administrada por Gilberto Kassab."

E agora?

Kassab não vai se explicar?

Kassab, pelo visto e pela forma, adora Panetone, não é?


*Momento Riso

DEM = Dinheiro Escondido na Meia

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publicado por Julio Falcão às 00:26
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Novembro 02 2009
Incêndio atinge 10 barracos na favela de Paraisópolis

Ninguém ficou ferido e cinco equipes dos Bombeiros lutam para apagar o fogo

Solange Spigliatti

SÃO PAULO - Pelo menos 10 barracos da Favela Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, foram destruídos pelo fogo na manhã desta segunda-feira, 2.

Cinco equipes do Corpo de Bombeiros permaneciam no local, na Rua Ernest Renan, altura do número 400, por volta das 9h30, para tentar controlar o incêndio, que começou por volta das 8h45. Ninguém ficou ferido, segundo o Centro de Operações dos Bombeiros (Cobom).
Fonte: Estadao online

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publicado por Julio Falcão às 10:14
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Outubro 26 2009
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Isso pode?

Cadê o Ministro Gilmar Mendes?

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publicado por Julio Falcão às 21:31
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Outubro 26 2009
Promotoria investiga transporte escolar

Adriana Ferraz

A Promotoria da Infância e Juventude abriu uma investigação para assegurar o direito da perua escolar a todos os matriculados no ensino fundamental, independentemente da idade. A intenção é avaliar a demanda não atendida para determinar a ampliação do benefício do TEG (Transporte Escolar Gratuito) a alunos com mais de 12 anos na capital. Atualmente, 86 mil crianças são contempladas, apenas na faixa etária de 3 a 12 anos. A prefeitura diz que vai colaborar com o inquérito.

Para a promotora Carmen Lucia de Mello Cornacchioni, o direito ao transporte é uma garantia constitucional, sem limitação de idade. "É inadmissível que o município não forneça o transporte para alunos adolescentes.

Segundo a Promotoria, todo aluno que estude a mais de dois quilômetros de casa tem direito à perua escolar, desde que não exista escola mais próxima. Na prática, porém, a seleção é mais criteriosa e leva em conta problemas de saúde do aluno, idade e localização da residência.

A dona de casa Josefa Maria de Lima, 34 anos, aguarda, há dois anos, ajuda para levar o filho à escola. Jorge Rodrigues da Silva, 13, é cadeirante. Ele está matriculado na 5ª série da Emef Tereza Margarida da Silva Orta, na Vila Gilda (zona sul de SP). A mãe conta que o caminho até a escola é feito a pé, diariamente.

"Tenho de empurrar a cadeira por todo o percurso. Às vezes consigo pegar ônibus, outras não. Sei que ele deveria ter prioridade, mas não é isso que acontece", diz Josefa. Pelas regras estipuladas pela prefeitura, Jorge deve ser atendido mesmo que sua casa fique a menos de 2 quilômetros da escola. Na teoria, o caso dele é prioritário.

Como a escola conta com o serviço de apenas uma perua da prefeitura, o jeito é pagar. O transporte é particular e custa aos pais cerca de R$ 50 por mês. "Não dá para assumir esse gasto. Tenho três filhos na escola. O jeito é vir a pé", afirma a faxineira Maria Edileuza Ferreira da Silva, 28.

A situação ficará pior na região em 2010, quando 600 alunos da Emef Tereza Margarida serão transferidos para outra unidade, a seis quilômetros de distância. O trajeto tem vias esburacadas e inclui até a subida de um morro. A Promotoria também investiga o caso.
Fonte: Agora

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publicado por Julio Falcão às 18:35
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Outubro 26 2009
Sílvio Santos vem aí: um dia com Serra, Kassab e os “aspones”

Sábado à noite (24/10/2009, próximo à meia-noite), Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Na tela, Sílvio Santos, José Serra, Gilberto Kassab e “aspones”. O dono do SBT faz elogios rasgados ao governador e ao prefeito, os quais, nas palavras do próprio Kassab, formam “a dupla que governa bem São Paulo”. Serra, por sua vez, diz que é “tão bom cantor quanto governador”.

Por Eduardo Guimarães, no blog Cidadania.com

Entre elogios e auto-elogios, o homem do baú e os chefes dos Executivos municipal e estadual paulistas ocupam minutos infindáveis daquela concessão pública para fazerem escancarada campanha eleitoral. No dia seguinte (este domingo), acesso o site do jornal Folha de S.Paulo e vejo, de cara, três ou quatro textos sobre a “campanha eleitoral” que Lula e Dilma estariam fazendo.

Todo dia é isso. Globo, SBT, Bandeirantes, TV Gazeta, CBN, Eldorado, Folha, Estadão, Veja, O Globo, UOL, IG, Terra, G1... Em todos esses veículos, acusações a Lula e a Dilma de que estariam fazendo campanha eleitoral. Não se vê uma só dessas acusações a Serra.

Jamais vi na TV tão acintoso uso eleitoral de uma concessão pública para promover dois políticos como vi no SBT ontem à noite. Em minha opinião, aquilo constitui motivo mais do que suficiente para que o PT, ao menos, tome uma atitude. Silvio Santos prometeu ali ser um dos mais engajados cabos eleitorais de Serra no ano que vem. Só que o SBT não é dele, é concessão pública...

A única forma de fazer com que a imprensa admita que Serra está usando os cofres públicos, as concessões públicas e, numa estranha aliança, a mídia privada para fazer campanha eleitoral antecipada, será o PT fazer uma queixa à Justiça eleitoral, como fazem, direto, o PSDB e o DEM, e por razões muito menos concretas.
Fonte: Vermelho

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publicado por Julio Falcão às 18:25

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