Blog do Julio Falcão

Agosto 09 2010

Sem garantia de público, Serra descarta ida a grandes comícios

Candidato tucano à Presidência da República, José Serra deixou de lado a pretensão de reunir grandes multidões em comícios Brasil afora. Integrantes de sua equipe de campanha revelaram que a preferência do líder do PSDB será mesmo as caminhadas e o contato direto com os eleitores, além de encontros com públicos específicos, como líderes femininas ou assistentes sociais.

 

O vice na chapa de Serra, deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), disse a jornalistas que o processo de comunicação da campanha tucana busca se diferenciar e atingir o eleitor de diferentes maneiras, sem “shows”, como ele define os comícios de Dilma e Lula.

– Hoje em dia é diferente, aquela passeata dos 100 mil (ocorrida em 1968, contra a ditadura militar), talvez tivesse 10 mil hoje em dia. O próprio comício deles (PT) lá no Rio de Janeiro foi um fiasco. Disseram que iam 100 mil e só foram mil – critica o representante da extrema-direita. Apesar da chuva torrencial no dia do comício a que se referiu Índio da Costa, segundo dados da Polícia Militar do Estado do Rio, havia mais de 15 mil pessoas na Cinelândia.

Para o candidato a vice, a internet tem sido uma arma poderosa de convencimento da campanha tucana.

– Nossa tática é mostrar nossas propostas e que nós somos capazes de levar a eles o que eles precisam – acrescentou, em conversa com jornalistas.

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), responsável por coordenar a agenda de eventos do tucano, no entanto, contradiz o candidato a vice de Serra. Ela afirma que os comícios não estão descartados, embora a campanha não tenha nenhum agendado até o momento.

– O fato de o Serra não fazer (comício) não quer dizer que não vá ter, mas não é prioridade. No estilo de ação dele, a preferência são para encontros diretos com a população, palestras e eventos fechados – rebate.

A agenda de Serra, segundo Marisa, é definida de acordo com os convites que o presidenciável recebe dos correligionários nos Estados. Na semana que vem ele vai à cidade portuária de Paranaguá (PR) ao lado do candidato tucano ao governo, Beto Richa, para falar de portos. 

Serra já esteve no Paraná no início da campanha. Fez uma caminhada nas ruas do centro de Curitiba, sendo acompanhado por cerca de 500 pessoas, a maioria funcionários públicos da prefeitura. Semanas depois, a candidata petista Dilma Rousseff fez um comício no mesmo local e atraiu um público estimado em 20 mil pessoas.

Fonte: Vermelho

publicado por Julio Falcão às 18:15
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Agosto 08 2010

 

Por Paulo Henrique Amorim

Quem vem lá ? É a classe média !

Quem vem lá ? É a classe média !

 

Um fenômeno que os tucanos de São Paulo não perceberam foi, ao lado da ascensão das classes “D” e C” a partir de 2002 – clique aqui para ler “Como o Lula tirou o oxigênio do Serra” –,  a despolitização dessa trajetória.

 

A Classe Média engordou sem precisar mover uma palha política.

 

Não foi a uma reunião de sindicato.

 

Não foi a uma reunião da associação dos moradores.

 

Não fez panelaço.

 

Não fez greve geral.

 

Não fechou o Palácio dos Bandeirantes.

 

Não cercou o Congresso.

 

Não botou a Globo para correr.

 

Os argentinos morrem de rir.

 

A Classe C engordou porque o Lula pôs alpiste.

 

Pagou um salário mínimo mais decente.

 

Remunerou os aposentados.

 

Fez o crédito consignado.

 

Pagou o Bolsa Família.

 

Botou a criançada para estudar.

 

Levou os negros e pobres às faculdades privadas, com o Pro Uni.

 

Abriu universidades.

 

Vai democratizar o acesso à faculdade com o ENEM (que o PiG boicota incansavelmente).

 

Deu Luz para Todas (que o Serra não sabe o que é).

 

O Lula vai criar 2 milhões de emprego este ano.

 

Clique aqui para ver a tabelinha que compra FHC com Lula e entenda uma das causas do choro do Serra.

 

O Lula foi um paizão.

 

Reproduziu o Vargas.

 

E é por isso que não há uma única Avenida Presidente Vargas em São Paulo.

 

Como não haverá uma Avenida Presidente Lula em São Paulo.

 

E aí, nessa despolitização, é que reside o problema.

 

Como diz o meu cunhado, o Dany, com quem almocei no excelente Alfaia, um português de Copacabana.

( O bolinho de bacalhau quica.)

 

O que mais impressiona o Dany é a absoluta despolitização do Brasil.

 

Logo, a despolitização deste impressionante fenômeno de mobilidade social.

 

A Classe Média é incapaz de perceber – observa o Dany – que a ascensão só foi possível porque uma houve uma importante vitoria política: o Lula tirou o oxigênio da neo-UDN, os tucanos de São Paulo, que se tornaram a locomotiva do atraso ideológico.

 

Dany observa, com razão, que boa parte de despolitização se deve ao papel destruidor da imprensa (aqui entrei eu, com o PiG (*), é claro), que além de ser reacionária é inepta.

 

Na Europa, como se sabe, há excelentes jornais que conciliam qualidade com conservadorismo.

 

Aqui, isso não aconteceu.

E se a classe média sobe sem saber por quê, o que acontece ?

 

Me perguntei no avião de volta, ao deixar o Rio maravilhoso para passar sob o Minhocão …

 

O que acontece ?

 

A classe média pode ir perfeitamente para o Berlusconi.

 

Aliás, a classe média é a massa com o Berlusconi faz a pizza.

 

E, como diz o Mino Carta, a Dilma não é metalúrgica.

 

Essa camada proletária, sindical será removida com o tempo.

 

E a classe média não se lembrará de associar a TV digital ao estádio da Vila Euclides.

(Seria exigir demais, não, amigo navegante ?)

 

Ou seja, o carisma do Lula  passará a ser by proxy.

 

E quando o Golpe vier ?

 

Porque o Golpe contra presidentes trabalhistas sempre vem.

 

E quando o PiG (*) se associar a um Líder Máximo do Estado da Direita, que pode vir do Judiciário ?

 

Quem é que vai para a rua defender a Dilma ?

 

A Classe Média ?

 

O Globo, na página A10, em reportagem do sempre excelente José Meirelles Passos, bate na trave.

Mas não chega lá – ainda.

 

Já, já a Classe Média dá uma rasteira no Lula e no PT.

 

Quem mandou tirar o povo da rua ?

 

Tudo isso, se a Dilma não fizer nada.

Fonte: Conversa Afiada


publicado por Julio Falcão às 23:15
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Agosto 05 2010
-
publicado por Julio Falcão às 01:08

Agosto 03 2010

Só Hitler foi capaz de ir tão longe – e tão fundo.

Esse Uribe, queridinho do PiG (*), transformou as FARC no Iraque do Bush e deixou o Exército e os Exércitos Privados transacionarem com o trafico e massacrar os camponeses.

Clique aqui
para ler “PiG cansa do jenio e põe o Uribe no lugar”.

Clique aqui para ler no New York Times deste domingo, a “Nação da Cocaína”.

Conversa Afiada publica texto enviado pela amiga navegante Marilia

Encontrada na Colômbia a maior vala comum da América Latina

Recentemente, na Colômbia, foi descoberta a maior vala comum da história contemporânea do continente latino-americano, horrenda descoberta que foi quase totalmente invisibilizada pelos meios de comunicação de massa na Colômbia e no mundo. A vala comum contém os restos de ao menos 2.000 pessoas e está em La Macarena, departamento de Meta. Desde 2005, o Exército, espalhado pela zona, enterrou ali milhares de pessoas, sepultadas sem nome.

A reportagem está publicada no sítio colombiano Cronicón, 29-07-2010. A tradução é do Cepat.

A população da região, alertada pelas infiltrações putrefatas dos cadáveres na água potável, e afetada pelos desaparecimentos, já havia denunciado a existência da vala em várias ocasiões ao longo de 2009: havia sido em vão, pois a fiscalia não realizava as investigações. Foi graças à perseverança dos familiares de desaparecidos e à visita de uma delegação de sindicalistas e parlamentares britânicos que investigava a situação dos direitos humanos na Colômbia, em dezembro de 2009, que se conseguiu trazer à luz este horrendo crime perpetrado pelos agentes militares de um Estado que lhes garantia a impunidade.

Trata-se da maior vala comum do continente. Dois mil corpos em uma vala comum, isso é um assunto grave para o Estado colombiano, mas sua mídia, e a mídia mundial, cúmplices do genocídio, se encarregaram de mantê-lo quase totalmente em silêncio, quando para encontrar uma atrocidade parecida é preciso remontar às valas nazistas. Este silêncio midiático está sem dúvida vinculado aos imensos recursos naturais da Colômbia e aos mega-negócios que ali se gestam em base aos massacres.

A Comissão Asturiana de Direitos Humanos, que visitou a Colômbia em janeiro de 2010 (menos de um mês depois da descoberta da vala), perguntou às autoridades sobre o caso. As respostas foram preocupantes: na fiscalia, na procuradoria, no Ministério do Interior, na ONU, todos tentam se esquivar do assunto. E enquanto isso, tratam de “operar” a vala para minimizá-la, mas a delegação britânica a constatou, e as próprias autoridades reconheceram ao menos 2.000 cadáveres. Em dezembro, “o prefeito, aliado do governo, o denunciou também junto ao sepulteiro”, mas depois, as pressões oficiais tendem a fazer “diminuir suas apreciações sobre o número de corpos”.

A Delegação Asturiana denunciou a ostensiva vontade de alterar a cena do crime: “ninguém está protegendo o lugar. Ninguém está impedindo que se possam alterar as provas. Que um trator possa entrar e voltar a misturar os cadáveres anônimos, a tirá-los e levá-los para outro lugar”. “Solicitamos às instituições responsáveis do Governo e do Estado colombiano que implementem as medidas cautelares necessárias para assegurar as informações já registradas nos documentos oficiais, que tomem as medidas cautelares necessárias com a finalidade de assegurar o perímetro para prevenir a modificação da cena, a exumação ilegal dos cadáveres e a destruição do material probatório que ali se encontra (…) É fundamental a criação de um Centro de Identificação Forense em La Macarena com a finalidade de conseguir a individualização e plena identificação dos cadáveres ali sepultados”.

A Delegação Asturiana transmitiu às autoridades outra denúncia. As autoridades aduziram desconhecimento, e alegaram incapacidade operativa: “há tantas valas comuns em nosso país que…”. Trata-se do município de Argelia em Cauca: “Um ‘matadouro’ de gente, onde as famílias não puderam ir buscar os corpos de seus desaparecidos, pois os paramilitares não as deixaram entrar novamente em suas comunidades: deslocaram os sobreviventes”. As vítimas sobreviventes relataram: “havia pessoas amarradas que soltavam aos cachorros esfomeados para que os assassinassem pouco a pouco”.

Na Colômbia, a Estratégia Paramilitar do Estado colombiano, combinada com a ação de policiais e militares, foi o instrumento de expansão de latifúndios. O Estado colombiano desapareceu com mais de 50.000 pessoas através de seus aparelhos assumidos (policiais, militares) e de seu aparelho encoberto: sua Estratégia Paramilitar. O Estado colombiano é o instrumento da oligarquia e das multinacionais para a sua guerra classista contra a população: é o garante do saque, a Estratégia Paramilitar se inscreve nessa lógica econômica.

A invisibilização de uma vala comum das dimensões da vala de La Macarena se inscreve no contexto de que os negócios de multinacionais e oligarquias se baseiam nesse horror, e em que esta vala seja produto de assassinatos diretamente perpetrados pelo Exército nacional da Colômbia, o que prova ainda mais o caráter genocida do Estado colombiano em seu conjunto (para além do seu presidente Uribe, cujos negócios e vínculos com o narcotráfico e o paramilitarismo estão mais do que comprovados).

A cumplicidade da grande imprensa é criminosa, tanto a nível nacional como internacional. Os povos devem romper o silêncio com que se pretende ocultar o genocídio. Urge solidariedade internacional: a Colômbia é, sem dúvida, um dos lugares do planeta no qual o horror do capitalismo se plasma da forma mais evidente, em seu paroxismo mais absoluto.

Fonte: Conversa Afiada

publicado por Julio Falcão às 00:44
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Agosto 01 2010

Aliados rifam Serra da campanha nos maiores colégios eleitorais

Com 25 dias de campanha, os candidatos a governador aliados de José Serra (PSDB) nos oito maiores colégios eleitorais do país ainda não incorporaram a imagem do tucano em seus santinhos, adesivos e cartazes. Serra foi rifado num conjunto de estados que representam nada menos que 94 milhões de eleitores.

 

Até sexta-feira (30), só a campanha de Antonio Anastasia, em Minas Gerais, começava – timidamente e sob muita pressão – a produzir material casado. Mesmo em São Paulo, base de Serra, ainda não há material com ele ao lado de Geraldo Alckmin, exceto painéis em encontros de sua coligação.

Nos sites dos candidatos nesses oito estados – que representam 94 milhões de eleitores –, não havia um único material de campanha casado disponível para download. Nem mesmo na apresentação das páginas havia uma foto do candidato.

A foto oficial de Serra, em alta resolução, está disponível no seu site oficial desde o início da corrida presidencial. Com ou sem Serra, o custo de imprimir um adesivo, por exemplo, é o mesmo.

Na campanha a governador de Marcos Cals (PSDB-CE), em vez do presidenciável Serra, o postulante à reeleição no Senado Tasso Jereissati é onipresente nas propagandas. Segundo José Liberato, coordenador da campanha de Cals, Serra ainda não entrou por "dúvidas na hora de contabilizar os custos" da impressão da imagem do candidato.

No Paraná, onde Beto Richa (PSDB) lidera as pesquisas e por onde Serra iniciou oficialmente sua campanha, a promessa era que o material casado comece a ser distribuído nesta segunda-feira. Ou seja, quando a campanha estará quase entrando na quarta semana.

O “esquecimento” se estende a Pernambuco, segundo maior eleitorado do Nordeste, região onde Serra tem o pior desempenho nas pesquisas. A coordenação da campanha de Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse, na quarta-feira, que a imagem do tucano chegara na véspera. Até sábado, contudo, ainda não havia material casado.

Até Sérgio Guerra omite Serra

Coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra nega que os aliados estejam escondendo deliberadamente a imagem do presidenciável tucano nos estados. Ele mesmo disse não ter Serra em seus santinhos para deputado federal. Segundo Guerra, por erro na montagem do material.

Mas, ao tentar minimizar o problema, o coordenador de Serra aponta uma razão equivocada: diz que a falda de material casado atinge também a campanha Dilma Rousseff (PT) – o que não é verdade. A imagem de Dilma acompanhava o material de campanha de seus aliados em sete dos oito maiores estados.

Guerra citou um exemplo equivocado da Paraíba – em que a imagem de José Maranhão (PMDB), aliado de Dilma, estaria associada exclusivamente ao presidente Lula. "Por que tinha material dele só com o Lula? Porque o Lula dá voto, e a Dilma não dá", disse Guerra. O material de Maranhão, no entanto, inclui Dilma.

Fonte: Vermelho

publicado por Julio Falcão às 13:00
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