Blog do Julio Falcão

Julho 15 2010

Sandra Cureau, holofotes e o golpismo          

 

É impressionante como a cada suposta irregularidade cometida pelo Presidente da República ao citar Dilma Rousseff em discurso, a vice-procuradora eleitoral Sandra Cureau se movimenta imediatamente para abrir inquéritos e busca repetidamente os holofotes da imprensa Pró-Serra para condenar e ameaçar a candidatura da ex-ministra.

 

No mês de Junho em que Serra, o PSDB e os nanicos que o apóiam deitaram e rolaram nas irregularidades sobre a legislação eleitoral e transformaram programas partidários em programas descaradamente em campanha, a Vice-procuradora sumiu do noticiário, muito provavelmente porque a indignação seletiva impediu.

 

Até hoje, o Serra só foi punido por denúncia formulada por procuradores regionais, como na Bahia, não vi na imprensa qualquer denúncia contra o deboche dos partidos que apóiam a candidatura Serra à legislação eleitoral, assinado pela Sra. Sandra Cureau. Essa seletividade em só ver irregularidades de um dos participantes suscita dúvidas e abre espaço para suspeitas de uso das atribuições para beneficiar um partido, o que é gravíssimo para um procurador eleitoral.

 

Hoje, a procuradora já se desatinou a dar abertura para os golpistas engrossarem o discurso de terceiro turno. Leia aqui. É lamentável que uma procuradora eleitoral, que tem por função garantir a lisura da democracia, coloque a frente do profissionalismo que deveria guiar seus atos, interesses políticos relacionados a possíveis ambições eleitorais futuras.

 

Se o presidente Lula cometeu alguma irregularidade ao dar a César o que é de César, esta irregularidade tem punições definidas pela lei em vigor, não dá para ficar propondo interpretações enviesadas para colocar fogo e incitar noticiário com timbre golpista.

 

A interpretação de algumas situações atualmente consideradas campanha irregular são completamente equivocadas, não dá para se omitir a participação de alguém em um projeto, a candidatura Serra promove até o que Serra não fez porque o presidente não pode citar que Dilma teve grande importância no projeto do Trem-bala? Ninguém está pedindo votos para ninguém, apenas ao fazer registros históricos não se pode citar apenas aqueles que não concorrem a cargo em eleições, e sim quem efetivamente teve participação, é questão de justiça de quem cita.

 

Sandra Cureau infla de forma recorrente o balão dos golpistas, que se apóiam nessas declarações desastradas para manter a chama acesa da esperança de chegar ao poder sem passar pelo crivo da aprovação nas urnas.

 

Legalidade sempre! Eleição se ganha no voto!

Fonte: Blog do LEN (Imperdível!!!!)

publicado por Julio Falcão às 23:13
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Julho 15 2010

Fortes: Serra já faz mais sucesso que o casseta Marcelo Madureira

Ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter transformado o Brasil em uma “república sindicalista”, José Serra optou por agregar a seu modelito eleitoral, definitivamente, o discurso udenista de origem, de forma literal, da maneira como foi concebido pelas elites brasileiras antes do golpe militar de 1964.

Por Leandro Fortes, no blog Brasília, eu Vi

 

Não deixa de ser curioso ouvir essa expressão, “república sindicalista”, vinda da boca de quem, naquele mesmo ano do golpe, colocava-se ao lado do presidente João Goulart contra os golpistas que se aninhavam nos quartéis com o mesmíssimo pretexto, levantado agora pelo candidato do PSDB, para amedrontar a classe média. Jango, dizia a UDN, macaqueavam os generais, havia feito do Brasil uma “república sindicalista”.

Ao se encarcerar nesse conceito político arcaico, preconceituoso e, sobretudo, falacioso, Serra completou o longo arco de aproximação com a extrema-direita brasileira, iniciado ao lado de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990. Um casamento celebrado sob as cinzas de seu passado e de sua história, um funeral político que começou a ser conduzido sob a nebulosa aliança de interesses privatistas e conveniências fisiológicas pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães, hoje, DEM, de figuras menores, minúsculas, como o vice que lhe enfiaram goela abaixo, o deputado Índio “multa-esmolé” da Costa.

Pior que o conceito, só a audiência especialmente convidada, talvez os amigos que lhe restaram, artistas e intelectuais arrebanhados às pressas para ouvir de Serra seus planos para a cultura brasileira: Carlos Vereza, Rosa Maria Murtinho, Maitê Proença, Zelito Viana, Ferreira Gullar e Marcelo Madureira – este último, raro exemplar de humorista de direita, palestrante eventual do Instituto Millennium, a sociedade acadêmica da neo UDN.

Faltou Regina Duarte, a apavoradinha do Brasil, ausente, talvez, por se sentir bem representada. Diante de tão seleta plateia, talvez porque lhe faltem ideias para o setor, Serra destilou fel puro contra as ações culturais do governo Lula, sobretudo aquelas levadas a cabo pela Petrobras, a mesma empresa que os tucanos um dia pretenderam privatizar com o nome de Petrobrax.

Animado com o discurso de Serra, o humorista Madureira saiu-se com essa: “Quero que o Estado não se meta na cultura e no meu trabalho, como está acontecendo”. Madureira trabalha na TV Globo, no Casseta & Planeta Urgente. Como o Estado está se metendo no trabalho dele, ainda é um mistério para todos nós. Mas, a julgar pela falta de graça absoluta do programa em questão, eu imagino que deva ser uma ação do Ministério da Defesa.

O que José Serra não confessou a seus amigos artistas é que a “república sindicalista” saiu-lhe da boca por despeito e vingança, depois que as maiores centrais sindicais do país (CUT, CGT, CTB, CGTB, Força Sindical e Nova Central) divulgaram um manifesto conjunto no qual acusam o candidato tucano de mentiroso por tentar se apropriar da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e por “tirar do papel”, seja lá o que isso signifique, o Seguro-Desemprego.

“Serra não fez nenhuma coisa, nem outra”, esclareceram as centrais. O manifesto também lembra que, na Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988), o então deputado federal José Serra boicotou inúmeros avanços para os trabalhadores e o sindicalismo. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a garantia de aumento real do salário mínimo, a estabilidade do dirigente sindical, o direito à greve, entre outras medidas.

Desmascarado, Serra partiu para a tese da “república sindicalista” e, apoiado em apenas uma central que lhe deu acolhida, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), chamou todas as outras de “pelegas” e as acusou de receber dinheiro do governo federal para fazer campanha para a candidata Dilma Rousseff, do PT.

Baseado nesse marketing primário, ditado unicamente pelo desespero, Serra mal tem conseguido manter firmes seus badalados nervos de aço, que logo viram frangalhos quando defrontados por repórteres dispostos a fazer perguntas que lhe são politicamente inconvenientes, sejam os pedágios de São Paulo, seja sua falta de popularidade no Nordeste.

Sem amigos e, ao que parece, sem assessores, Serra continua recorrendo ao tolo expediente de bater boca com os jornalistas. Continua, incrivelmente, a fugir das perguntas com outras perguntas, a construir na internet, nos blogs, no You Tube e nas redes sociais virtuais uma imagem permanente de candidato à deriva, protagonista de vídeos muitíssimo mais divertidos que, por exemplo, as piadas insossas que seu companheiro de artes cômicas, Marcelo Madureira, insiste em contar na televisão.

Fonte: Vermelho

publicado por Julio Falcão às 19:44
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