Blog do Julio Falcão

Junho 09 2010
Relações de Paulo Souto (DEM-BA) e Serra passam pela Ilha do Urubu, privatização da Coelba e Daniel Dantas

As ligações perigosas de Paulo Souto, candidato do DEM ao governo da Bahia, com José Serra, candidato do PSDB à presidência, vêm de longe. E o elemento de ligação é o empresário espanhol Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de Serra, e suspeito de representar os interesses de Daniel Dantas em negociatas.

O nome do parente de Serra, Gregório Marin Preciado, aparece no escândalo da Ilha do Urubu. No apagar das luzes de seu governo, em 2006, Paulo Souto doou as terras públicas da Ilha do Urubu, em Porto Seguro, para a família Martins.

Quatro meses depois, a família vendeu as terras ilegalmente, por R$ 1 milhão, para o tal Gregório Marin Preciado. Este, revendeu a Ilha do Urubu ao mega especulador belga Philippe Meeus, por R$ 12 milhões. Atualmente, o terreno está avaliado em R$ 50 milhões. Na Justiça corre uma Ação Popular contra a negociata. São informações públicas, portanto.

Agora, o mesmo Gregório Marin Preciado, volta a aparecer, com envolvimento no caso do inexistente Dossiê inventado pela revista Veja. Dois jornalistas de alta credibilidade, Luiz Carlos Azenha (Correio Brasiliense) e Luiz Nassif apuraram que não existe dossiê nenhum e sim um livro intitulado “Os porões da Privataria”, que vem sendo pesquisado há dez anos pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, baseado em documentos oficiais, de um processo que o empresário Ricardo Sérgio de Oliveira (homem forte do Banco do Brasil nas operações das privatizações) move contra ele, Amaury.

Amaury mostra a prova concreta de como, quanto e onde Ricardo Sérgio recebeu pela privatização. Num outro documento, aparece o ex-sócio e primo de Serra, Gregório Marin Preciado, no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sérgio. As relações entre o parente de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amaury teve acesso. O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria.” .

Ilha do Urubu, Paulo Souto, R$ 10 milhões, Gregório Marin Preciado, Serra, lavagem de dinheiro da privataria, Gregório Marin Preciado, R$ 10 milhões. Aí estão as ligações perigosas. Há mil razões para Serra (PSDB) se aliar a Paulo Souto (DEM) na Bahia.

Nas denúncias apresentadas na Justiça baiana, pelo advogado César Oliveira, informa-se que: “O senhor Gregório Marin Preciado responde a uma ação penal do Ministério Público Federal por uma dívida de R$ 55 milhões, que foi perdoada irregularmente pelo Banco do Brasil. Ele tomou também um empréstimo de R$ 5 milhões no Banco do Brasil e deu a Ilha do Urubu como garantia, enquanto litigava com a família Martins, disputando a posse da Ilha”.

O aprofundamento das relações de Paulo Souto, então governador da Bahia, com Gregório Marin Preciado, cujo nome aparece amplamente nas denúncias que estão circulando, passou pela doação da Ilha do Urubu e pela privatização da Coelba. É que o “Espanhol”, como Gregório Marin Preciado é conhecido nas rodas das privatizações, é o representante da Iberdrola no consórcio que papou a baiana Coelba, a pernambucana Celpe e a potiguar Cosern.

Esse é que é o verdadeiro dossiê, saído das páginas de um processo na Justiça da Bahia.

Paulo Souto (DEM) vai ter muito o que explicar nestas eleições...

O jornalista, escritor e professor Emiliano José (PT) tem em mãos uma pesquisa completa sobre as ligações perigosas de Paulo Souto.
Fonte: Bahia de Fato

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publicado por Julio Falcão às 11:02
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Junho 07 2010
Jornalista envolvido com crise do dossiê diz que aceita acareação com ex-delegado

Por RUBENS VALENTE

O jornalista Amaury Ribeiro Júnior disse que aceita ser acareado com o delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa.

Em entrevista à revista "Veja", o delegado disse que recebeu pedido da campanha eleitoral de Dilma, durante uma reunião ocorrida em Brasília, em abril, para que investigasse "coisas pessoais" do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra (PSDB). Amaury, que participou do encontro, negou que o pedido tenha ocorrido.

Segundo o jornalista, na reunião o delegado relatou que pessoas ligadas ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estão levantando dossiês contra pessoas do PMDB, que vai indicar o vice na chapa de Dilma.

No sábado, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) disse que pedirá uma investigação sobre a possível produção de dossiês pela campanha de Dilma Rousseff (PT).

A seguir, trechos da entrevista.

Folha - Foi pedido ao delegado Onézimo que investigasse José Serra ou foi sugerido grampo telefônico?
AMAURY RIBEIRO JUNIOR - Não tem nada a ver com José Serra. A questão [da reunião] era para saber quem estava vazando informações. E saber quem roubou [as informações]. Na verdade se fala muito em espionagem, mas o que aconteceu é que roubaram coisas. Roubaram o cartão do próprio delegado. Eu fui chamado exatamente para tentar ver o que estava acontecendo na casa, o que estava vazando na casa.

Não foi sugerido ao delegado algum tipo de investigação sobre a família de Serra?
O que está parecendo agora é uma retaliação. Ele está falando isso agora como uma retaliação porque ele não foi contratado. [...] Agora, sendo um cara araponga, ele tem que provar. Eu tenho como provar que não rolou esse papo na conversa. Ele vai se dar mal, porque vou processá-lo. Porque tenho como provar tudo que se passou naquela conversa.

Como você pode provar?
Detalhes, diálogo por diálogo. Eu tenho como provar tudo o que foi falado. Agora, eu fui [à reunião] porque conheço outra pessoa, um amigo dele. Ele [Sousa] trabalhou na inteligência do Itagiba, no Ministério da Saúde, que o Serra montou.

Por que ocorreu a reunião?
Não era só vazamento, começaram a roubar coisas lá dentro. Sabotagem. [...] O Onézimo chegou nessa reunião dizendo que ele tinha condições de destruir isso porque ele havia trabalhado antigamente, e que tinha brigado com o pessoal, da inteligência do Itagiba. [...] Quando o Serra assumiu o Ministério da Saúde, ele montou --com o pretexto de investigar laboratórios-- uma central de espionagem, que era formado por quem? É só você ver quem estava cadastrado. Era um agente do SNI, o "agente Jardim", que até pouco tempo estava no gabinete [de Itagiba na Câmara], um ex-delegado... Isso quem falou foi o próprio Onézimo.

Ele chegou nessa reunião [e disse]: "Pô, vocês estão atrasados, porque essa equipe está trabalhando há dois anos". "Fazendo o quê?" "Ah, eles estão levantando dossiê contra o pessoal, esse povo do Itagiba está levantando 300 dossiês contra pessoas do PMDB, e quem do PMDB não votasse com o PSDB, estão fazendo chantagem, estão chantageando". [...] E disse o seguinte: que tinha sido convidado, inclusive, para integrar esse grupo. "Então pra gente descobrir quem está com vocês, aí, é muito fácil, porque eu já trabalhei lá". Ele contou também que trabalhou --o que facilitaria [seu trabalho]-- que já tinha trabalhado no grupo de inteligência da campanha de Fernando Henrique em 1994.

Ele disse que esse grupo do Itagiba, depois de vasculhar a vida do Aécio Neves e da Dilma e não ter encontrado nada contra, eles estavam desesperados. E disse que tem uns 500 dossiês contra o pessoal do PMDB. Essa é a verdade. Então qual era a intenção --ele falou-- "se esse pessoal [está atuando contra], nós temos que nos proteger". Mas acontece que havia problemas, e isso eu concordo com ele, sobre o direcionamento da campanha. Porque eu achei confuso. Primeiro, que daí o pessoal da reunião começou a falar que estava desconfiando de fogo amigo. Aí ele falou, "vamos investigar o [grupo do] Serra ou vamos investigar o fogo amigo?". E aí realmente não chegamos a um acordo. Eu abortei. Porque o pessoal que podia estar na casa, não podia fazer esse trabalho externo. Eram dois serviços: um era proteger a casa e outro era saber quem eram esses caras do Itagiba. Eu vou poupar o nome, mas ele chegou até a mandar um cara para conversar com o "Jardim", saber o que ele estava fazendo, deu um relatório sobre o "Jardim", tudo. [...] Então o que era o plano? Era desmontar essa base.

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto seria o responsável por pagar os serviços?
Eu acho que ele é um cara que coordena a casa e estaria ali para saber como que seria o pagamento, se fechasse. Tanto que ele foi para a reunião acho que para... ele foi como representante do esquema da QI [a casa no Lago Sul onde funcionava a área de imprensa da campanha de Dilma].

Qual o interesse direto dele em pagar esse custo?
Ele ia ver as planilhas de custos, avaliar os gastos, se valia a pena, como qualquer contrato empresarial. Ele é amigo de Lanzetta e era tipo um contador da casa. Ele tinha uma equipe. A maior parte do staff da casa é ligada a ele. Lanzetta pegou uma pessoa para organizar. [...] Eles são sócios. Foi lá para dar um apoio. Pepper, americanos e Lanzetta fizeram um pool para tocar a casa. Parece que ele largou um monte de contratos [no governo] para participar da campanha.
Na área empresarial, ele pegou as empresas do pai e transformou a gráfica numa das maiores do Brasil, tem um faturamento de milhões. Ele transita em vários meios e é amigo de várias pessoas. Ele e Lanzetta são amigos inseparáveis, um não faz uma coisa sem o outro. Lanzetta chamou Benedito para organizar as finanças da casa, desde o aluguel, contratação de pessoas. Mas eu estou dizendo o que eu acho, aquilo que entendi.

Haveria pagamento em dinheiro?
Não, só em contratos. Isso ficou bem claro [na reunião]. O Benedito falou bem claro que não era esse tipo de pessoa, que emitiria comprovantes de pagamento e serviços. Seria tudo declarado.

E a presença de Idalberto na reunião?
Foi ele que levou o Onézimo. Eu conheço o Idalberto há muitos anos e ele nunca pegou, nunca...

Ele foi contratado pela campanha?
Não foi contratado, não. Ia se formar esse grupo que não se formou, entendeu? [...] Eu nem cheguei a fechar contrato, foi abortado, eu não entrei na campanha. Eu fui lá para tentar desmontar um sistema de espionagem. [...] Havia espiões lá dentro [da casa]. A "Veja" mostrou fotos de todo mundo, o cartão roubado do delegado. Eu falei [para um repórter da revista] que "sua matéria é produto de roubo, de sabotagem".

Vocês chegaram a fazer uma denúncia sobre esse suposto roubo?
Eu procurei o Ministério Público Federal, um procurador da República amigo, mas mas fui demovido da ideia por Lanzetta, que pediu, encarecidamente, que eu não formalizasse a denúncia. Havia suspeitas sobre os próprios integrantes da casa, então como poderia ser uma denúncia contra? Eu não fiz na hora, mas agora vou entregar todos os documentos, junto com os resultados das minhas investigações, para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Foi o Lanzetta quem lhe convidou para a reunião?
O Lanzetta, porque ele não é da área, tem um perfil de empresário. Eu sou jornalista. Eu converso com esse povo há dez anos, como todo jornalista conversa.

Os achados que você fez para seu livro, sobre as privatizações, foram relatados a Fernando Pimentel, chegaram a conhecimento...
Não. Isso é um material que nunca passei para ele porque eu tinha feito em outra circunstância. (..) Na verdade, eles [PSDB] estão preocupados com o que eu tenho. Não é feito de espionagem, nada de grampo, nada de ilegalidade. O que importa é se o que eu tenho aqui é legal, se tem fé pública, se não tem. É isso que importa. Agora, ninguém quer saber disso, né? Ganhei mais de 30 prêmios de jornalismo e nunca fiz matéria com base em grampo telefônico. Nunca trabalhei assim.

Quando sairá o livro?
No livro eu vou contar a história desde o início. Toda essa rede de intrigas. Eu, como não tenho contrato com ninguém, posso falar de todos os lados. Tem fogo amigo dos dois lados. Vou publicar os documentos. Já estou procurando um laudo de um especialista, um tributarista com especialização em lavagem de dinheiro, para dar um parecer sobre todos os documentos. Vou entregar tudo para a Polícia Federal. Vou até o fim.
Fonte: Folha online

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publicado por Julio Falcão às 13:14

Junho 06 2010
Confirmado: Onézimo integrou aparato de arapongagem de José Serra no Ministério da Saúde


O infiltrado

As relações do ex-delegado Onézimo das Graças Souza, fonte da revista Veja, são mais próximas de José Serra (PSDB/SP) do que se imaginava.

E fica cada vez mais claro que houve tentativa de infiltrar na campanha de Dilma, num primeiro instante. Não conseguindo, resolveram apenas produzir um encontro público que desse margem à versão da encomenda do suposto dossiê.


O fabulosa máquina de espionagem de José Serra no Ministério da Saúde

É preciso voltar ao tempo, no fim da década 90, no governo FHC, quando José Serra era ministro da Saúde, para encontrar os primórdios das relações de José Serra como o ex-delegado Onézimo.

Marcelo Itagiba, ex-chefe do Centro de Inteligência da PF, foi chamado e aceitou integrar a assessoria de José Serra no ministério da Saúde, para montar um aparato de inteligência.

Oficialmente a função seria combater fraudes. Extra-oficialmente, o que se comenta como certo, em todos os meios políticos e jornalísticos de Brasília, é que funcionou como um serviço de arapongagem aos adversários políticos.

A escolha de Itagiba não foi por acaso. Como ex-chefe do Centro de Inteligência da PF, ele tinha conhecimento dos grampos legais da PF a serviço do governo. Tinha acesso a tudo o que se conversava pelos telefones grampeados na PF, desde traições políticas, corrupção, propinas, subornos, casos extra-conjugais, estado de saúde de políticos. Até bizarrices constrangedoras, que um grampeado cometesse o deslize de falar ao telefone, estava ao alcance do Centro de Inteligência da PF.

Além disso, Itagiba fazia parte do núcleo de confiança de Serra, a quem tentou indicar como chefe da Polícia Federal. Era até casado casado com uma prima do tucano Andrea Matarazzo, muito ligado à Serra.

No aparato de espionagem a adversários, montado no Ministério da Saúde, junto com Itagiba, havia outros delegados da PF, entre eles Onézimo das Graças Souza.

Quando pipocaram denúncias de que esse dispositivo de arapongagem estava colocando a máquina pública para investigr ilegamente adversários, Serra desmontou tudo, pois o caso caminhava para virar um Watergate, com denúncias na área criminal.

Mas, ao que tudo indica a arapongagem não parou, foi apenas terceirizada. Em vez de um órgão com funcionários públicos, Serra, autorizou a contratação por R$ 1,8 milhão (dinheiro da época) da empresa carioca Fence Consultoria Empresarial, especialista em detectar escutas clandestinas.

O dono da Fence era Enio Gomes Fontenelle, um ex-coronel do Exército que por muitos anos trabalhou no extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), órgão de investigação oficial durante a ditadura militar. Ex-chefe da área de comunicações do SNI, Fontenelle era um dos maiores especialistas em espionagem eletrônica.

O trabalho oficial da empresa era rastrear a existência de grampos ou emissores de rádio clandestinos. Mas estranhamente, Fontenelle esteve várias vezes no Ministério da Saúde, onde encontrava-se com Serra, quando ainda era ministro.

Quando houve o caso Lunus, em 2002, o PFL (que quis dar o troco e salvar a candidatura da pré-candidata), havia contratado detetives particulares para descobrir os bastidores da operação. As investigações sobre grampo ilegal na sede da Lunus haviam apontado para uma possibilidade: a empresa Interfort Sistemas de Segurança, de Brasília. Isto porque José Heitor Nunes, gerente da empresa, esteve várias vezes no Maranhão nas semanas que antecederam a invasão da Lunus.

Ex-militar do Exército, Nunes tinha trânsito nos órgãos de informação do governo. Como consultor de segurança, Nunes dava aulas para os arapongas da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Durante sua militância empresarial e militar, conheceu Itajiba e o coronel Fontenelle. Era ainda amigo do delegado Onézimo, aquele da revista Veja, que aposentou-se da PF e passou a trabalhar na empresa ControlRisk, especialista em investigações e medidas de segurança.


A Fábrica de dossiês, naquela época, atribuída à arapongagem a serviço de José Serra:

Em 2002, pipocavam denúncias de dossiês contra rivais de Serra. Alguns adversários diretos dentro do PSDB, como Paulo Renato de Souza e Tasso Jereissati. Outros rivais em outros partidos, como Lula, Roseana Sarney, Ciro Gomes, Garotinho. Outros seriam líderes partidários a quem Serra queria o apoio, como o falecido deputado José Carlos Martinez, na época presidente do PTB.

Ciro Gomes, denunciou, naquela época, a existência de uma estrutura de arapongagem, um grupo de 40 pessoas plantado em São Paulo para bisbilhotar a vida dos possíveis adversários do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Os principais alvos seriam, segundo Ciro, Lula, do PT, e Roseana Sarney, do PFL.

Anthony Garotinho, denunciou que foi procurado por um político do PSDB, a mando do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ, hoje pré-candidato a vice de Gabeira), que pretendia lhe passar um dossiê com denúncias contra Roseana Sarney.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (que foi vice de Ciro em 2002), também afirma ter tido acesso a um dossiê. Ele teria informações que embasariam reportagem de uma revista de circulação nacional.

O presidente do PTB, deputado José Carlos Martinez, que ainda articulava uma aliança com Ciro Gomes, foi fotografado com uma amiga durante uma viagem a Miami. Uma revista de circulação nacional iria publicar a foto. Martinez procurou a direção da empresa e conseguiu evitar a publicação.

Pelas conversas, esses dossiês foram usados nos bastidores, para afastar candidatos de disputarem com Serra. Um deles não funcionou nos bastidores. Resultou na espalhafatosa operação Lunus, diante da ameaça de Serra ficar fora do segundo turno.
Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

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publicado por Julio Falcão às 20:38
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Junho 05 2010
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publicado por Julio Falcão às 23:34
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Junho 05 2010
Não é dossiê, é livro, Os porões da privataria; veja a introdução



O ex-tesoureiro do presidenciável da oposição, sua filha, seu genro e um dublê de primo, doador e ex-sócio de José Serra: eis alguns dos personagens do livro que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que deve ser lançado logo depois da Copa, em capítulos, na internet. E eis um bom motivo para a ofensiva iniciada pela Veja sobre o suposto dossiê da campanha da candidata de Lula, Dilma Rousseff. A introdução da obra de jornalismo investigativo já está disponível. Veja a íntegra.

Os porões da privataria

Por Amaury Ribeiro Jr.

Introdução

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC.

Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…

Atrás da máxima “siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)

Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico(2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”, conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenci

Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.


(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.

(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

Fonte: Vermelho

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publicado por Julio Falcão às 20:21
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Junho 05 2010
O excelente blog Os Amigos do Presidente Lula coloca em primeira mão a verdade cristalina sobre a reporcagem da revista lixo Veja. Leiam a matéria "Reviravolta: Onézimo de Souza, da revista Veja, é da turma de arapongagem de Serra e Itagiba desde o Ministério da Saúde"


Querem que o Brasil acredite na matéria publicada naquele lixo só para que não saibamos os podres do José Serra. Blindagem sem vergonha e sem caráter.

Vamos destruir José Serra divulgando o que foi apurado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Não vamos dar espaço para que o Brasil seja impedido de conhecer de fato quem é José Serra.

Vamos fazer o que esses canalhas tentam evitar: Mostrar os podres daquele que pensa em ser Presidente do Brasil.

Vamos divulgar ao máximo o que foi apurado pelo Amaury Ribeiro Jr.

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publicado por Julio Falcão às 12:38

Junho 03 2010
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Não deixem de ler: O caso do dossiê


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publicado por Julio Falcão às 19:00
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Junho 03 2010
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publicado por Julio Falcão às 18:40
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Junho 03 2010
PT interpelará Serra judicialmente e aponta desonestidade intelectual de blogueiro do PIG

Por Zé Augusto

José Eduardo Dutra, o presidente do Partido dos Trabalhadores, diz, em seu twitter, que exigirá que José Serra (PSDB/SP) responda pela patifaria de suas declarações nos tribunais:

Decidimos interpelar o Serra judicialmente, pelas suas acusações a Dilma e ao PT , sobre o tal dossiê. Quem não deve, não teme.

O presidente do PT, ainda no twitter, cobra do blogueiro Ricardo José Delgado [Noblat], das Organizações Globo, menos "molecagem" e mais honestidade intelectual:

Você sabe quem elaborou o tal dossiê? Então diga. Ficar falando em 'novos aloprados do PT' é desonestidade intelectual...

... você é um jornalista bem informado e deve saber verdadeira origem desse suposto dossiê. Não queira jogá-lo no nosso colo.

Até o presente momento, o blogueiro do PIG amarelou, e não publicou nenhuma nota sobre o assunto. Tenha coragem, Noblat! Que "suposto dossiê" é este, e de onde veio?
Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

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publicado por Julio Falcão às 17:12

Junho 03 2010
"Meu caro amigo. essa música não foi escrita e nunca foi gravada por Raulzito. este vídeo e outros sons em MP3 são facilmente encontrados na rede atribuidos ao Raul, mas raul NUNCA gravou (nem caseira nem em estúdio). Quem canta no vídeo é a Júpiter mAçã. Outra música muito atribuída ao Raul e que também não foi composta nem gravada por ele é "Um Lugar do Caralho" (me esqueci no momento de que ela é). Sem mais. Só tentei desfazer esse pequeno equívoco.", apocalipseboy, falando sobre o video "Vampiro doidão" postado em 29 de maio de 2010 aqui no blog.

Taí o registro. Só tenho que agradecer ao apocalipseboy.

Obrigado.


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publicado por Julio Falcão às 16:53

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