Blog do Julio Falcão

Setembro 03 2010

Polícia Federal desbarata novo rombo no governo de Yeda Crusius do PSDB

Por Helena
A Polícia Federal está realizando a  Operação Mercari, que investiga possíveis desvios de recursos da área de marketing com prejuízo ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). A PF prendeu o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, um representante da agência SL&M, Gilson Stork, e um diretor da DCS, Armando D’Elia Neto.

 

Os três foram presos em flagrante por peculato e lavagem de dinheiro porque durante as buscas em residências e empresas a PF apreendeu dinheiro sem origem identificada. Até o momento, foi recolhido um total de cerca de R$ 2 milhões em poder dos três.

 

A PF cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão nas duas agências, no Banrisul e na residência de suspeitos.
PF investiga suposto desvio de dinheiro entre Banrisul e agências de publicidade
A Polícia Federal investiga um esquema de desvio de dinheiro montado dentro do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul), especificamente na área de marketing do banco. O prejuízo estimado é de mais de R$ 10 milhões no último ano e meio.
Hoje pela manhã, 76 policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Porto Alegre e um em Gravataí, na região metropolitana da capital. A operação foi batizada de Mercari, palavra em latim que, segundo a PF, significa comércio.
Segundo investigações já realizadas conjuntamente pela Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas do RS, uma suposta organização criminosa, da qual fazem parte funcionários do banco e diretores de agências de publicidades, superfaturava campanhas de marketing, que eram terceirizadas para outras empresas com preços muito abaixo daqueles pagos pelo banco.
A investigação encontrou indícios de evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal. O Ministério Público de Contas já solicitou ao Tribunal de Contas do Estado que realize uma inspeção no banco.
O Banrisul é uma sociedade de economia mista, com participação do governo do Estado do Rio Grande do Sul Yeda Crusius do PSDB.
Fonte: Os Amigos do Presidente Lula
Obs.: Yeda apoia e é apoiada por Serra.

publicado por Julio Falcão às 00:16
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Novembro 02 2009
A imprensa, Yeda e Lula no Pampa

Paulo Cezar da Rosa

Muita gente acredita na recuperação de Yeda Crusius, na possibilidade dela vir até a reelege-se em 2010. Crê que vencidos os inquéritos, os processos administrativos, judiciais e políticos, como o impeachment e a CPI ainda em curso na Assembleia, a governadora renascerá das cinzas numa campanha eleitoral restauradora de sua imagem e sua política. O trabalho que está sendo feito nos últimos 60 dias para Yeda reforça essa tese. No lugar da governadora geradora de conflitos, uma Yeda "paz e amor" passou a ser apresentada em todos os meios de comunicação em fotos e manchetes.

Até ano passado a possibilidade de recuperação era real. Um conjunto de elementos indicava que Yeda poderia afirmar seu governo e, um pouco como Lula no pós-mensalão, dar a volta por cima. Agora, não existe mais gerenciamento de imagem que resolva seus problemas. Os que acreditam poder recompor sua viabilidade eleitoral em geral subestimam a inteligência do eleitor. Acham que o marketing e mídia podem tudo.

Os motivos que levaram Lula às alturas na avaliação do cidadão brasileiro são os mesmos que colocam Yeda entre os piores governos da história do Rio Grande. O presidente Lula chegou aos 80% de aprovação por causa da sua política e navegando na contra-mão do PIG. Já Yeda fez o inverso. Com uma proteção permanente do PIG, a governadora hoje tem cerca de 80% de desaprovação. Ou seja, assim como o PIG não derrotou Lula, o PIG não será capaz de reerguer Yeda em 2010.

Políticas inversas
A saga de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul repete, em grande medida, a de seus antecessores. Jair Soares, Alceu Colares, Antonio Britto, Olívio Dutra, Germano Rigotto foram governadores que buscaram acertar e acabaram recusados pelo eleitor. Mas Yeda tem uma particularidade: ela sempre dependeu da força das suas ideias e pôde desprezar, em sua trajetória, partidos, forças sociais e soluções de compromisso. Até chegar, quase por acaso, ao cargo que ocupa hoje.

Tudo o que se pensar sobre Lula e suas políticas, deve-se colocar um sinal de negativo para compreender Yeda. Enquanto Lula agrega, Yeda confronta. Enquanto Lula conversa, Yeda briga. Enquanto o Brasil segue em frente, O Rio Grande vai para trás.

Yeda faz um governo que teve a ousadia de instalar uma representação em Brasília chamando-a de "embaixada", como se o Brasil fosse um outro país. No governo gaúcho, confrontada com uma posição em que, obrigatoriamente, é preciso "fazer política", Yeda revelou-se incapaz. Sua gestão é uma sucessão de confrontos e feitos inúteis ou negativos, a maior parte deles com os próprios aliados. Incluem-se nesta lista o vice-governador, Paulo Feijó, do DEM; o assessor morto em Brasília, que chegou a ser nomeado "embaixador" da "representação gaúcha"; o "companheiro" Lair Ferst, que teria feito uma delação premiada; o ex-secretário da Segurança Pública, Otávio Germano (PP), que teria a ver com a corrupção no Detran.... A lista é longa e deve frequentar as atas de julgamentos e condenações judiciais nos próximos anos. Diante de tudo isso, Yeda mostrou-se inconfiável ao eleitor. Ela havia prometido "um novo jeito de governar". O mínimo que deveria ter cumprido seria encarar de um modo diferente a corrupção. Mas, não. Yeda acabou decorando o quarto do neto em sua casa particular com dinheiro público. Comprou puffs e assoalhos emborrachados. E não existe PIG no planeta que consiga justificar isso. Nem vai resolver o PSDB intervir no estado gaúcho, nomeando uma agência paulista para cuidar da imagem de Yeda.

O papel do PIG gaúcho
Já manifestei aqui meu distanciamento crítico quanto ao termo PIG. Esqueçam! Vocês, leitores, me convenceram de que é preciso trabalhar com o conceito. Mas vamos ao que interessa: O PIG gaúcho fez tudo o que podia e não podia por Yeda Crusius. Se alguma coisa vale a minha palavra, eu testemunho: nunca um governante teve tamanha boa vontade da mídia quanto Yeda Crusius. Nem mesmo Antônio Britto foi tão defendido. Yeda teve tudo, tudo, tudo. E ainda está tendo. E, em que pese o peso e importância da mídia na formação da opinião das pessoas, todo o apoio que foi dado à governadora não conseguiu forjar uma imagem positiva de seu governo.

Ao mesmo tempo, o PIG gaúcho vem martelando contra Lula noite e dia nos últimos anos mas também não consegue imprimir uma imagem negativa ao presidente. Ao contrário, hoje Lula tem no RS praticamente os mesmos índices que possui no país. Ou seja, o papel do PIG gaúcho, cada vez mais, é enrolar peixe no dia seguinte.
Fonte: Carta Capital

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publicado por Julio Falcão às 10:05
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Outubro 06 2009
Com maior rejeição do país, Yeda Crusius tenta criar mundo paralelo

Em entrevista no Roda Viva, governadora tucana apresentou uma interpretação peculiar sobre desaprovação de seu governo constatada em pesquisa

Por Marco Aurélio Weissheimer

“Em outro mundo”. Esse foi o título da nota publicada pela colunista política do jornal Zero Hora, Rosane Oliveira, para definir a performance da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), na segunda-feira (5) à noite, no programa Roda Viva, da TV Cultura. A governadora tucana apresentou uma interpretação peculiar sobre o resultado da pesquisa Ibope, publicada por Zero Hora, que revelou péssimos números sobre o seu governo.

Para Yeda, a pergunta feita pelo Ibope relativa ao seu impeachment tratava sobre se os entrevistados estavam ou não de acordo com o "encaminhamento do processo de impeachment". Segundo Yeda, os 62% que responderam "sim" não estariam apoiando o impeachment, mas sim "as investigações".

Não é o que aparece publicado na pesquisa. A pergunta em questão foi a seguinte: "Você é a favor ou contra o impeachment da governadora Yeda Crusius, ou seja, o seu afastamento do cargo?"

Em outro exercício de contorcionismo da verdade, a governadora também disse, no primeiro bloco do programa, que a Operação Rodin investigou "a Universidade Federal de Santa Maria" e que o contrato com o Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) seria apenas "um entre centenas".

Indagada pelos jornalistas sobre os números da pesquisa, Yeda Crusius usou e abusou de evasivas. Também pudera. O governo tucano no Rio Grande do Sul apresenta os piores índices de avaliação do país.

Dos entrevistados, 74% desaprovam o modo como Yeda Crusius governa e 62% são a favor do impeachment da governadora. Consideram o governo tucano ruim ou péssimo 64%, enquanto 60% disseram que não votam em Yeda Crusius (PSDB) de jeito nenhum.

O desempenho eleitoral da governadora oscila entre 4% e 5%. Em pesquisas anteriores, realizadas pelos institutos Datafolha e Vox Populi, entre março e agosto deste ano, ela oscilava de 7% a 9%.

Os suspeitos

Confrontada com esse cenário, Yeda disse que está sendo "vítima de um mercado de escândalos" e levantou suspeitas sobre a atuação do Ministério Público Federal, da Polícia Federal, do presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan (PT), e do ministro da Justiça, Tarso Genro (PT).

Essas reclamações mereceram um comentário irônico do editor de Política de Zero Hora, que participava do programa: “Pelo jeito, todas as autoridades são suspeitas no Rio Grande do Sul, menos a governadora”.

Os jornalistas que participaram do programa questionaram também a afirmação de Yeda, segundo a qual o que a população gaúcha quer não é o impeachment, mas sim investigação das denúncias. Ocorre que a base parlamentar da governadora na Assembleia está movendo fundos e mundos para barrar as investigações na CPI da Corrupção e para enterrar rapidamente o processo de impeachment que tramita no Legislativo.

A relatora da Comissão Especial do Impeachment, deputada Zilá Breitenbach (PSDB), concluiu rapidamente sua "análise" sobre o pedido de afastamento da governadora e recomendou que o processo seja arquivado. O parecer de Breitenbach foi entregue na segunda-feira (5) ao presidente da Comissão, deputado Pedro Westphalen (PP), líder do governo. Todos os movimentos da base política do governo tucano andam na direção contrária do que Yeda afirmou no Roda Viva: o objetivo principal é dificultar ao máximo as investigações.

A governadora também foi questionada sobre o apoio discreto que vem recebendo de lideranças nacionais tucanas como os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves. Serra preferiria, segundo rumores, um cenário mais "amigável" no Rio Grande do Sul e prefere que o PSDB apoie no Estado uma candidatura do PMDB. A ideia de ter que compartilhar o palanque com Yeda Crusius e seus elevadíssimos incides de rejeição não é exatamente o sonho de consumo do governador de São Paulo.
Fonte: Rede Brasil Atual

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publicado por Julio Falcão às 21:34
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Setembro 20 2009
Fogo no Rio Grande do Sul
18/09/2009 13:30:39

Paulo Cezar da Rosa

Esta semana, quando se comemora a Revolução Farroupilha, em 20 de Setembro, a governadora por pouco não foi incinerada, literalmente, pela Chama Crioula, na abertura das comemorações.

Aparecer vestida de prenda provavelmente tenha sido ideia dos marqueteiros que o PSDB importou para cuidar da imagem de Yeda. Mas não precisava pegar fogo.

Dois estados

Como se nada grave estivesse acontecendo, o governo do Estado resolveu colocar em marcha uma campanha de propaganda que, a não ser pelo fato de tentar dourar a realidade, não tem grande relação com ela. Esta semana a Assembleia aceitou o pedido de impeachment de Yeda Crusius, apresentado por 12 entidades de servidores públicos estaduais. Na abertura das solenidades da Semana Farroupilha, o deputado Ronaldo Zulke (PT) fez um discurso que vale a pena conhecer um trecho:

”Pela primeira vez, em mais de um século de república, um governante vai ter iniciado contra si um processo de impedimento no parlamento. Não porque, como insistem em dizer os governistas, a oposição é golpista ou coisa que o valha, mas porque as evidências de que a governadora tem vínculos sólidos com aqueles que, ao que tudo indica, são responsáveis por mais de R$ 300 milhões em desvios de recursos públicos nos últimos seis anos, estão explícitas nos resultados das investigações que levaram a cabo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.”

A realidade negada

De fato, é disso que se trata. Conforme os relatórios da PF e do MPF, Yeda sabia da corrupção no Detran, participou e interviu na reorganização do esquema e nada fez para apurar denúncias e corrigir desvios éticos de assessores diretos de seu governo. São acusações que têm ficado sem resposta.

O comportamento da imprensa gaúcha neste momento é lamentável. Todo o esforço é para sonegar da sociedade os motivos pelos quais a governadora é acusada e dizer de antemão que a CPI instalada na Assembleia ou o pedido de impeachment não vão levar a nada porque a governadora possui uma maioria no parlamento....

Sinceramente, tem horas que dá vontade de ir pro Uruguai. A crise política no Rio Grande do Sul está se transformando em ópera bufa. Nem teatro gaudério o pessoal acerta.

Vale o trocadilho aquele: se não fosse trágico, seria cômico!
Fonte: Carta Capital

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publicado por Julio Falcão às 22:32
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Agosto 15 2009
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A tentativa de organizar uma manifestação de apoio a Yeda Crusius, ao lado do ato que pediu o impeachment da governadora, hoje pela manhã, no Palácio Piratini, expôs a solidão política do PSDB. Em um primeiro momento, cerca de 20 pessoas acenavam bandeiras de plástico na passarela de entrada da Assembléia, pedindo “Fica Yeda”. Por volta do meio dia, esse número foi reforçado por mais duas dezenas de manifestantes, alguns deles CCs do governo em hora de almoço. O fato que chamou a atenção, porém, foi a ausência de qualquer bandeira ou militante dos partidos da base de apoio do governo. Apenas algumas bandeiras de plástico do PSDB. Nada mais. Do outro lado, milhares de manifestantes pediam o impeachment da governadora. Enquanto isso, na Assembléia, era anunciada a aprovação do requerimento para a instalação da CPI da Corrupção.

Um dos destaques do ato foram os bonecos algemados, representando Yeda Crusius e os demais acusados, pelo Ministério Público Federal, de formação de quadrilha. No alto de um caminhão, o deputado Raul Carrion, do PC do B, criticou a postura da Brigada Militar que tentou apreender faixas e cartazes dos manifestantes consideradas “ostensivas”. “No Rio Grande do Sul, a Constituição não vale mais. O coronel Trindade precisa entender que a Brigada Militar não pode ser guarda pretoriana da governadora ré. É uma instituição do Estado, não da governadora”. O ato público transcorreu sem maiores problemas. Um frei ligado à Via Campesina foi detido pela Brigada, acusado de jogar um ovo contra apoiadores de Yeda. Estranhamente, ele chegou a ser levado para dentro do Palácio Piratini. Com a intervenção de organizadores do ato e de parlamentares, foi retirado de dentro do Palácio e encaminhado para uma delegacia. No final do ato, Carlos Crusius, (ex?) marido da governadora, apareceu numa janela do Palácio, levando uma grande vaia. Os escassos apoiadores de Yeda deram início a uma pequena guerra verbal que durou alguns minutos. Um brigadiano que trabalhava no local comentou baixinho:

“Quanto é que eles estão ganhando?”
Fonte: RS Urgente

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publicado por Julio Falcão às 10:36
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Agosto 12 2009

Jornalões de São Paulo omitem a ruína de Yeda e do PSDB


Os leitores dos jornalões editados em São Paulo e Rio de Janeiro já conhecem com muitos detalhes cada falcatrua cometida no Senado Federal. Até os pecadilhos dos parlamentares, coisas consideraras (por eles próprios) "menores", como ceder passagens aéreas para familiares, vão logo parar nas manchetes – o último desses casos envolve o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Por Luiz Antonio Magalhães, no Observatório da Imprensa


Se alguém perguntar aos leitores o que está acontecendo no Rio Grande do Sul, porém, é provável que a resposta seja evasiva. De fato, a gestão Yeda Crusius (PSDB) à frente do governo gaúcho é uma tragédia de graves proporções e não está merecendo dos grandes jornais uma cobertura à altura do desastre – político e gerencial – em curso nos pampas.

É bem verdade que nos últimos dias, especialmente depois que o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS), protocolou, em 5 de agosto, uma ação de improbidade administrativa na Justiça Federal de Santa Maria contra a governadora e outros oito réus, os jornalões do Rio e São Paulo decidiram dar uma colher de chá e publicaram reportagens sobre o assunto. Tudo muito insuficiente.

Sim, insuficiente, porque o descalabro começou antes mesmo de Yeda Crusius botar os pés no Palácio Piratini, em janeiro de 2007. Durante a campanha, a então candidata se indispôs com seu vice, Paulo Afonso Feijó (DEM), porque ele defendia as privatizações como saída para resolver os problemas financeiros do estado. Desautorizado, Feijó permaneceu na chapa, foi eleito e depois rompeu politicamente com Yeda.

Ainda durante a campanha, o marqueteiro Chico Santa Rita abandou o comando da estratégia de marketing acusando a governadora de deixar de pagar os salários da sua equipe. Em seguida, já eleita, mas antes de tomar posse, Yeda pediu ao então governador Germano Rigotto (PMDB) que enviasse à Assembléia Legislativa um projeto para cortar despesas e aumentar o ICMS. Tal projeto foi derrubado em 29 de dezembro de 2006, em uma votação que teve como articulador político o vice-governador. Só que contra, e não a favor do projeto de Yeda...

Consequências eleitorais

A crise, permanente, se arrasta desde a campanha eleitoral de 2006. De lá para cá, Yeda jamais conseguiu momentos de tranquilidade política no Piratini. A grande imprensa do Sudeste vem noticiando tudo com muita discrição e sem contextualizar o problema. Aliás, um problemão. O ruinoso governo de Yeda de certa forma quebra a espinha dorsal do discurso tucano da "excelência da gestão", que deveria ser o diferencial da candidatura presidencial do partido em 2010.

Pior ainda, no campo político, a governadora conseguiu se isolar de tal maneira que DEM e PMDB, tradicionais aliados do PSDB no estado, já pularam da canoa de Yeda. Se ela insistir em se candidatar à reeleição, qual será o palanque do presidenciável tucano em terras gaúchas? José Serra (ou Aécio Neves) estarão ao lado de Yeda, única governadora brasileira que tem taxa de rejeição superior à de aprovação? Difícil, a julgar pela defesa tímida que os próceres tucanos vêm fazendo do governo da correligionária gaúcha. E alguém leu análises sobre isto nos jornalões?

Boa parte das matérias, aliás, conseguiram inverter a questão, atribuindo ao Psol uma importância que nem mesmo a deputada federal Luciana Genro (RS) poderia almejar. Sim, porque o desastre político do governo Yeda tem como protagonista a própria governadora, que em um raro espetáculo de inabilidade política conseguiu perder apoio de aliados tidos como muito fiéis, a exemplo do DEM e do PMDB.

Definitivamente, não foram as denúncias da filha do ministro Tarso Genro que colocaram Yeda nas cordas, foi a própria governadora que preferiu se postar no corner. E isto também ficou de fora da cobertura dos jornalões sobre o caso.

Cobertura descontextualizada

A falta de contextualização vai além dos aspectos político-partidários. O Rio Grande do Sul vive uma crise estrutural há muito tempo, com problemas especialmente nas finanças do estado e na sua economia. O PIB gaúcho, que representava em 2008 quase 7% do nacional, permanece neste patamar há pelo menos dez anos. Ao contrário da região Nordeste, altamente beneficiada pelo crescimento dos últimos anos, a economia do Rio Grande vive uma situação que já antes da crise econômica mundial beirava à estagnação.

A situação econômica do estado deveria necessariamente aparecer nas matérias e reportagem sobre a crise do governo Yeda porque é parte explicativa dos problemas enfrentados pela governadora. De fato, a tentativa, talvez um tanto açodada, de zerar o déficit do Rio Grande em quatro anos foi uma das causas de boa parte dos problemas da governadora. Em casa que falta pão, como se sabe, todos gritam e ninguém tem razão.

Com a cobertura fragmentada e direcionada para os momentos mais espetaculares — as denúncias, o anúncio do processo, os rompimentos com os aliados —, a imprensa do eixo Rio-São Paulo acaba prestando um desserviço aos seus leitores, que ficam com a impressão de que Yeda Crusius é apenas uma vítima do radicalismo do Psol ou da fúria do Ministério Público.

Há uma ótima história para ser contada por trás de um governo ruinoso, mas a mídia parece não querer contar. Por preguiça ou por motivos obscuros. Em ambos os casos, perde o leitor.

Fonte: Vermelho


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publicado por Julio Falcão às 18:18
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Agosto 08 2009
Ação do MPF aponta "quadrilha criminosa" dentro do governo gaúcho

OAB liberou nesta madrugada 40 páginas das 1.238 da ação civil pública que não estão protegidas sob sigilo

Marciele Brum marciele.brum@zerohora.com.br

Após passar a madrugada examinando a ação civil pública por improbidade administrativa do Ministério Público Federal (MPF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Estado liberou 40 páginas das 1.238 que não estão protegidas sob sigilo por volta das 3h30min deste sábado.

Segundo o documento, os nove réus apontados como envolvidos no esquema de desvio de R$ 44 milhões do Detran integravam uma "verdadeira quadrilha criminosa". Entre os suspeitos, estão a governadora Yeda Crusius. Confira trecho do documento que mostra o esquema no Departamento Estadual de Trânsito (Detran):

"Dentro do pacote de contratação já era apresentada a subcontratação dos serviços a empresas que faziam parte da estrutura criminosa. Obtendo altos recursos por meio dessas atividades, de diversas formas (seja como entrega direta, seja por meio da utilização de empresas de 'fachada' constituídas de 'laranjas', seja mediante outras vantagens indiretas), os lobistas e prestamistas entregavam parte dos recursos financeiros escoados do Erário aos gestores públicos responsáveis pela contratação e outras personalidades políticas com forte domínio e influência na continuidade do esquema fraudulento, especificamente, os ora demandados (governadora do Estado, conselheiro-presidente do Tribunal de Contas do Estado, deputado federal "padrinho político" do diretor-presidente do Detran)".

No texto, é justificado o pedido de afastamento do cargo de quem é agente público em razão da suposta coação, intimidação e destruição de provas. A seguir, leia outro trecho da ação:

"A reforçar ainda a necessidade de afastamento dos réus dos cargos públicos está o depoimento de Sérgio Luiz Buchmann, então presidente do Detran, prestado em 17 de julho de 2009, que narra não somente os esquemas fraudulentos perpetrados na referida autarquia, mas, e sobretudo, atos de intimidação e coação, demonstrando a necessidade efetiva do referido afastamento de forma a impedir a repetição de tais atos durante o curso desta ação".

Na quarta-feira, o MPF anunciou a ação ajuizada na 3ª Vara Federal de Santa Maria contra a governadora Yeda Crusius, o deputado federal José Otávio Germano, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), João Luiz Vargas, os deputado estaduais Fernando Záchia (PMDB) e Frederico Antunes (PP), o ex-secretário-geral de governo Delson Martini, a assessora da governadora Walna Meneses, o ex-tesoureiro da campanha de Yeda em 2006, Rubens Bordini, e Carlos Crusius, ex-marido de Yeda.
Fonte: Zero Hora

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publicado por Julio Falcão às 10:07
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Agosto 07 2009
O Rio Grande do Sul em sua pior fase

Paulo Cezar da Rosa

A CPI do governo Yeda deverá ser instalada ainda em agosto. O requerimento, que há meses contava com 17 assinaturas, teve a adesão esta semana do PDT e, logo a seguir, do PTB e de um deputado do PP, Ivar Pavan, presidente da Assembleia gaúcha, que recebeu o requerimento na quinta-feira, dia 06. A CPI saiu em consequência das denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal contra a governadora e mais oito pessoas ligadas a ela. A previsão é que a instalação da CPI, sob a presidência da deputada Stela Farias (PT), primeira a assinar o documento, ocorra até o dia 20 de agosto.

Um agosto terrível

O mês de agosto é sempre o mais rigoroso no inverno gaúcho. Faz parte da cultura do povo acreditar que ultrapassando o mês de agosto, o idoso ganha mais um ano de vida. Depois do frio, da neve e da geada, tudo passa a ser melhor.

Para o governo do Estado, agosto vem sendo o mês do desgosto. O balanço dos últimos dias mostra que o governo Yeda acabou. A partir de agora, o Rio Grande do Sul, que já não vinha bem, tende a piorar.

Os episódios previsíveis pela frente são necessários, mas, ao mesmo tempo, lamentáveis. A CPI, tendo acesso aos documentos e provas que hoje se encontram sob segredo de justiça, deverá publicizar o que todos já sabem. O grupo no poder, incluindo a governadora, seu marido, seus principais assessores e apoiadores políticos de outros partidos, foram beneficiados ou praticaram o desvio de recursos do Detran para a campanha ou para seus próprios bolsos. A corrupção será exposta em detalhes.

Na Assembleia, o desfecho provável deverá ser o impeachment da governadora. E, neste quadro, 2010 no Rio Grande do Sul deverá ter uma campanha onde o tema da corrupção será predominante. Infelizmente, porque o que o Rio Grande mais precisa agora é encontrar uma saída para a sua crise e não os culpados pelo mar de lama em que se meteu.

Mudanças para 2010

É muito cedo para enxergar as mudanças que acontecerão na disputa eleitoral de 2010, mas uma coisa é certa: o quadro deverá se alterar radicalmente nos próximos meses. E mais: a própria percepção do valor da disputa estadual vai entrar em declínio. Antes, ter o governo do Estado tinha uma enorme importância política. Em 2010, ser governo no pampa gaúcho será um fardo a carregar.
Fonte: Carta Capital

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publicado por Julio Falcão às 18:09
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Agosto 05 2009
Ministério Público Federal pede afastamento de Yeda

ELDER OGLIARI

PORTO ALEGRE - O Ministério Público Federal anunciou hoje que vai mover ação de improbidade administrativa contra a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB); seu marido, Carlos Crusius; a assessora do governo estadual Walna Menezes; o ex-secretário-geral de governo Delson Martini; o deputado federal José Otávio Germano (PP); os deputados estaduais Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Frederico Antunes (PP); o presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas; e o tesoureiro da campanha do PSDB ao governo do Estado em 2006, Rubens Bordini. A ação vai propor o afastamento temporário dos agentes públicos enquanto durar o processo e a perda dos cargos no julgamento. Também pedirá o bloqueio de bens ou valores que os acusados tenham auferido ilicitamente e seu ressarcimento aos cofres públicos.

Os promotores que compõem a força-tarefa que investiga desdobramentos da fraude que apurou desvios de R$ 44 milhões do Detran no final de 2007 não detalharam as acusações que farão contra a governadora e as outras pessoas relacionadas na ação alegando que há impedimentos legais para isso. Disseram, genericamente, que há irregularidades como enriquecimento ilícito ou dano ao erário público ou ferimento aos princípios da administração pública, sem indicar quais delas teriam sido praticadas por quais acusados.

Aliados de Yeda e deputados da oposição estranharam o comportamento adotado pela governadora nos últimos dias. Depois de uma semana em Canela, na Serra Gaúcha, ela voltou às atividades na segunda-feira, mas não compareceu à reunião de coordenação de governo que estava agendada. Ontem faltou a outro compromisso agendado, o lançamento da Expointer, ao meio-dia, e à noite viajou de novo para Canela.
Fonte: Estadao online

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publicado por Julio Falcão às 17:43
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Agosto 05 2009
Yeda Crusius se isola novamente

MPF deve divulgar o ajuizamento de ação civil pública que compromete aliados do Executivo

Apesar de a agenda oficial não prever viagem a Canela, a governadora Yeda Crusius subiu a Serra na terça-feira. A informação foi confirmada por um integrante do governo agora há pouco. Como o Ministério Público Federal (MPF) deve divulgar hoje o ajuizamento de uma ação civil pública que compromete aliados do Executivo, ela tende a permanecer isolada pelo menos até amanhã em Canela, avaliou um tucano.

Na agenda de Yeda no site do Estado, constam reuniões com secretários a partir das 11h. Mas não é indicado o local onde os encontros irão ocorrer.

Piratini adota discrição sobre manifestação do MPF

Para líder do governo, anúncio servirá para aplacar o constante clima de suspeitas que prejudicam a rotina da administração

Integrantes do primeiro escalão do governo do Estado ontem evitaram manifestar apreensão em relação ao anúncio a ser feito hoje pelo Ministério Público Federal (MPF).

Secretários reduziram a importância da divulgação do posicionamento dos procuradores. À frente da Secretaria da Transparência, Francisco Luçardo garantiu que não esperava nenhuma novidade importante.

– Acredito que o MPF anunciará amanhã o que já é conhecido – disse o secretário.

Segundo o líder do governo, Pedro Westphalen (PP), o anúncio servirá para aplacar o constante clima de suspeitas que prejudicam a rotina da administração.

– É muito bom que o MPF se manifeste. Espero que amanhã (hoje) acabe de uma vez por todas essa novela. Ficamos muito felizes. Estou ansioso para que ocorra logo isso aí – afirmou o deputado.

Presidente da CEEE, o secretário-geral do PPS, Sérgio Camps, que compõe o conselho político do governo, foi lacônico:

– Quando explode uma bomba, vamos ver o que sobra.

O vereador de Porto Alegre Pedro Ruas (PSOL) disse:

– Não sabemos exatamente o que vem aí, mas é coisa pesada. Estamos esperando uma bomba
Fonte: Zero Hora

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publicado por Julio Falcão às 11:36
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