Blog do Julio Falcão

Agosto 03 2010

Só Hitler foi capaz de ir tão longe – e tão fundo.

Esse Uribe, queridinho do PiG (*), transformou as FARC no Iraque do Bush e deixou o Exército e os Exércitos Privados transacionarem com o trafico e massacrar os camponeses.

Clique aqui
para ler “PiG cansa do jenio e põe o Uribe no lugar”.

Clique aqui para ler no New York Times deste domingo, a “Nação da Cocaína”.

Conversa Afiada publica texto enviado pela amiga navegante Marilia

Encontrada na Colômbia a maior vala comum da América Latina

Recentemente, na Colômbia, foi descoberta a maior vala comum da história contemporânea do continente latino-americano, horrenda descoberta que foi quase totalmente invisibilizada pelos meios de comunicação de massa na Colômbia e no mundo. A vala comum contém os restos de ao menos 2.000 pessoas e está em La Macarena, departamento de Meta. Desde 2005, o Exército, espalhado pela zona, enterrou ali milhares de pessoas, sepultadas sem nome.

A reportagem está publicada no sítio colombiano Cronicón, 29-07-2010. A tradução é do Cepat.

A população da região, alertada pelas infiltrações putrefatas dos cadáveres na água potável, e afetada pelos desaparecimentos, já havia denunciado a existência da vala em várias ocasiões ao longo de 2009: havia sido em vão, pois a fiscalia não realizava as investigações. Foi graças à perseverança dos familiares de desaparecidos e à visita de uma delegação de sindicalistas e parlamentares britânicos que investigava a situação dos direitos humanos na Colômbia, em dezembro de 2009, que se conseguiu trazer à luz este horrendo crime perpetrado pelos agentes militares de um Estado que lhes garantia a impunidade.

Trata-se da maior vala comum do continente. Dois mil corpos em uma vala comum, isso é um assunto grave para o Estado colombiano, mas sua mídia, e a mídia mundial, cúmplices do genocídio, se encarregaram de mantê-lo quase totalmente em silêncio, quando para encontrar uma atrocidade parecida é preciso remontar às valas nazistas. Este silêncio midiático está sem dúvida vinculado aos imensos recursos naturais da Colômbia e aos mega-negócios que ali se gestam em base aos massacres.

A Comissão Asturiana de Direitos Humanos, que visitou a Colômbia em janeiro de 2010 (menos de um mês depois da descoberta da vala), perguntou às autoridades sobre o caso. As respostas foram preocupantes: na fiscalia, na procuradoria, no Ministério do Interior, na ONU, todos tentam se esquivar do assunto. E enquanto isso, tratam de “operar” a vala para minimizá-la, mas a delegação britânica a constatou, e as próprias autoridades reconheceram ao menos 2.000 cadáveres. Em dezembro, “o prefeito, aliado do governo, o denunciou também junto ao sepulteiro”, mas depois, as pressões oficiais tendem a fazer “diminuir suas apreciações sobre o número de corpos”.

A Delegação Asturiana denunciou a ostensiva vontade de alterar a cena do crime: “ninguém está protegendo o lugar. Ninguém está impedindo que se possam alterar as provas. Que um trator possa entrar e voltar a misturar os cadáveres anônimos, a tirá-los e levá-los para outro lugar”. “Solicitamos às instituições responsáveis do Governo e do Estado colombiano que implementem as medidas cautelares necessárias para assegurar as informações já registradas nos documentos oficiais, que tomem as medidas cautelares necessárias com a finalidade de assegurar o perímetro para prevenir a modificação da cena, a exumação ilegal dos cadáveres e a destruição do material probatório que ali se encontra (…) É fundamental a criação de um Centro de Identificação Forense em La Macarena com a finalidade de conseguir a individualização e plena identificação dos cadáveres ali sepultados”.

A Delegação Asturiana transmitiu às autoridades outra denúncia. As autoridades aduziram desconhecimento, e alegaram incapacidade operativa: “há tantas valas comuns em nosso país que…”. Trata-se do município de Argelia em Cauca: “Um ‘matadouro’ de gente, onde as famílias não puderam ir buscar os corpos de seus desaparecidos, pois os paramilitares não as deixaram entrar novamente em suas comunidades: deslocaram os sobreviventes”. As vítimas sobreviventes relataram: “havia pessoas amarradas que soltavam aos cachorros esfomeados para que os assassinassem pouco a pouco”.

Na Colômbia, a Estratégia Paramilitar do Estado colombiano, combinada com a ação de policiais e militares, foi o instrumento de expansão de latifúndios. O Estado colombiano desapareceu com mais de 50.000 pessoas através de seus aparelhos assumidos (policiais, militares) e de seu aparelho encoberto: sua Estratégia Paramilitar. O Estado colombiano é o instrumento da oligarquia e das multinacionais para a sua guerra classista contra a população: é o garante do saque, a Estratégia Paramilitar se inscreve nessa lógica econômica.

A invisibilização de uma vala comum das dimensões da vala de La Macarena se inscreve no contexto de que os negócios de multinacionais e oligarquias se baseiam nesse horror, e em que esta vala seja produto de assassinatos diretamente perpetrados pelo Exército nacional da Colômbia, o que prova ainda mais o caráter genocida do Estado colombiano em seu conjunto (para além do seu presidente Uribe, cujos negócios e vínculos com o narcotráfico e o paramilitarismo estão mais do que comprovados).

A cumplicidade da grande imprensa é criminosa, tanto a nível nacional como internacional. Os povos devem romper o silêncio com que se pretende ocultar o genocídio. Urge solidariedade internacional: a Colômbia é, sem dúvida, um dos lugares do planeta no qual o horror do capitalismo se plasma da forma mais evidente, em seu paroxismo mais absoluto.

Fonte: Conversa Afiada

publicado por Julio Falcão às 00:44
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Março 20 2010
Caiu a casa da revista Veja. Sob os escombros... a ruína moral

A revista Veja desta semana veio completamente desmoralizada. Uma leitura atenta revela toda a sua ruína moral, a ponto da revista sair da ofensiva e entrar na defensiva (ainda que se esforce para demonstrar o contrário, através de um texto raivoso).

As acusações que a revista fez nos números anteriores contra o PT, contra a Bancoop, e contra Vaccari, foram desmontadas uma a uma.

Um juiz considerou inepta a denúncia do promotor José Carlos Blat, já na semana anterior.

O Ministério Público Federal desmentiu completamente a revista, dizendo que Vaccari sequer foi mencionado nem na documentação enviada pela Procuradoria Geral da República, nem na denúncia apresentada à justiça contra o doleiro da Veja, Lucio Funaro.

A revista, se não tivesse inventado, teria apresentado algum documento, ou alguma declaração de alguém confiável, que confirmasse as acusações falsas que escreveu em suas páginas. Nada, nada, nada foi apresentado.

A miséria moral da revista se mostra, como uma fratura exposta, quando sonega dos seus leitores a versão do Ministério Público Federal, e esconde do leitor a recusa de um juiz em aceitar as petições do promotor Blat, por falta de fundamentação.

A revista fez ilações sobre tráfico de influência e corrupção em fundos de pensão, mas vergonhosamente não faz qualquer menção a respeito do contrato de aluguel do edifício da Editora Abril com a proprietária PREVI (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil).

Não diz nada sobre como a Editora Abril conseguiu um aluguel camarada da PREVI, em 1997, no governo FHC, quando o ex-caixa de campanha de Serra e FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, era diretor do Banco do Brasil, com forte influência no fundo de pensão.

Uma operação dessa natureza, sem ser feita às claras, traz um forte cheiro de corrupção, com a revista deixando de ser estilingue, e passando a ser vidraça.

A revista também esconde de seus leitores que seu jornalismo foi corrompido ao entregar notícia estragada, denunciando um boato de que fundos de pensão teriam tido prejuízo de R$ 43 milhões, em aplicações no fundo FIDC Bancoop, quando já era do conhecimento público que os R$ 43 milhões aplicados simplesmente já estavam quitados e pagos de volta aos fundos de pensão, com os devidos rendimentos.

A ruína moral da revista se aprofunda, quando percebe-se que a revista coloca a mão no fogo por um doleiro, réu em processo por lavagem de dinheiro, sempre escolhendo a palavra do doleiro em detrimento da palavra do Ministério Público Federal, expressa em notas oficiais da assessoria de imprensa. Entre um e outro, a revista prefere associar-se aos acusados de corrupção do que aos procuradores da república que colocam corruptos na cadeia.

O que transparece da "fé cega" depositada pela revista Veja no doleiro, é uma intimidade e proximidade incomum, que ultrapassa em muito o conceito de fonte jornalística. Sugere uma identificação com os valores, princípios e objetivos do doleiro. Desperta suspeitas de uma relação antiga de amizade, companheirismo ou de sociedade entre pessoas da revista com o doleiro.

Afinal, o que obriga a revista a publicar o que o doleiro quer? O que obriga a comportar-se como se fosse porta-voz do doleiro, ignorando a voz do Ministério Público Federal, chegando a publicar recados bisonhos, em tons de ameaça, típicos de máfias bufãs, que nenhuma revista séria publicaria, tais como:

Desde que começou a negociar a delação premiada com a Justiça, Funaro prestou quatro depoimentos sigilosos em Brasília. O segredo em torno desses depoimentos é tamanho que Funaro guarda cópia deles num cofre no Uruguai. "Se algo acontecer comigo, esse material virá a público e a República cairá", ele disse a amigos.

Vejam o quanto é bisonho este parágrago acima da Veja da semana passada.Se Funaro já prestou depoimentos em Brasília, estes depoimentos já estariam no Ministério Público. Qual o sentido de guardar cópias num cofre, ainda mais no Uruguai?

A razão para alguém guardar documentos em um cofre no Uruguai, seria para que ficasse fora do alcance de mandatos de busca e apreensão no Brasil. Ora, os mandatos de busca e apreensão deste caso iriam parar no justamente no Ministério Público, onde os depoimentos já estariam, segundo a revista. Por isso esse parágrafo é uma piada sem-noção, para impressionar somente leitores idiotas (típicos fãs da revista).

Além disso, essa estória de "Se algo acontecer comigo, esse material virá a público e a República cairá" é mais ridícula ainda. Se os depoimentos estão no Ministério Público, então se a República tivesse que cair, já tinha caído há muito tempo.

Por fim o parágrafo termina com um "... ele [Funaro] disse a amigos". Que amigos são estes? Os amigos do doleiro dentro da revista Veja?

Não se sabe se este parágrafo idiota da revista reflete de fato declarações do doleiro, como diz a revista, ou se foi obra de ficção dos redatores da Veja, mas, independente da autoria, a revista ficou com a cara de porta-voz de chantagens de máfias bufãs, ao escrever isso, abrindo suas páginas para o doleiro mandar recados a quem teria o rabo preso com ele.

Na edição desta semana, a revista Veja, continua sua opção preferencial pela corrupção. Mas já "amarelou" e não trouxe reportagem de capa. Em seu texto limita-se a repetir bordões chamando o PT e a Banccop de "bobos, feios e malvados", sem qualquer acréscimo factual que possa trazer o mínimo de credibilidade... e continua a funcionar como "diário oficial dos corruptos" para publicarem seus recados mafiosos.
Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

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publicado por Julio Falcão às 19:32
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Fevereiro 23 2010
Discurso de Dilma abala senador tucano e colunista de Veja

Numa sessão esvaziada nesta segunda (22) no Senado, o tucano Álvaro Dias (PR) aproveitou para criticar o discurso feito por Dilma Rousseff ao ser oficializada como pré-candidata do PT à sucessão de Lula. Usou o blog do colunista da Veja Reinaldo Azevedo para afirmar que a ministra mente ao dizer que o PSDB queria privatizar a Petrobras. O tucano só ignorou que, como mentor da CPI da Petrobras, recebeu documento dos engenheiros da estatal que dá detalhes sobre a investida tucana contra a empresa.

No trecho que irritou bastante o tucano e o colunista, a ministra não economiza criticas à política neoliberal e privatizante dos tucanos: “Aqui, o desastre só não foi maior, como em outros países, porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ou de Furnas.”

Segundo o senador, não será através de mentira e da mistificação que conseguirão sepultar as conquistas anteriores. Em seguida, ele leu o que escreveu o colunista de Veja: “É uma mentira escandalosa afirmar que se tentou, alguma vez, privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil ou a CEF. A acusação é feita de modo covarde. Quem tentou? Cadê as evidências, os documentos, as provas, os indícios que sejam? Não há nada. há apenas terrorismo.”

Investida de FHC

As evidências já eram do conhecimento de Álvaro Dias, um dos principais mentores da CPI da Petrobras. Na época, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) entregou a ele e os demais senadores da comissão o documento: “As 10 vezes que FHC tentou privatizar a Petrobras”. Para refrescar a memória, confira os principais pontos do manifesto:

1993 – Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de `anões do orçamento`, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás.

1994 – ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.

1995 – Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal.

Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro.

Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer.

Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros.

1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo.

As cinco mudanças:

1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado.

2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;

3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital;

4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação.

5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional;

1996 – Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 — fruto da atuação do lobby sobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC — efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.
Fonte: Vermelho

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publicado por Julio Falcão às 18:19
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Janeiro 01 2010
O que a "crise militar" nos diz sobre os jornalões. E sobre o Brasil

Por Luiz Carlos Azenha

A "crise militar" anunciada pelos jornalões deveria ser utilizada, de forma didática, como um exemplo do uso da desinformação com objetivos políticos.

Diz mais sobre a falta de qualidade dos jornais brasileiros e do uso deles para objetivos políticos do que sobre os assuntos que teriam "gerado" a crise.

Comecemos pelo começo.

O Programa Nacional de Direitos Humanos foi criado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso quando -- ironia das ironias -- o ministro da Justiça era Nelson Jobim. Veja aqui.

Desde então aconteceram 11 conferências nacionais de Direitos Humanos. A décima primeira aconteceu em 2008. As conferencias nacionais de Direitos Humanos reúnem militantes da sociedade civil e representantes das diferentes esferas do governo. As conferências produzem resoluções aprovadas em votações. Essas resoluções podem OU NÃO resultar em projetos de lei patrocinados pelo Executivo. Projetos que tramitam como quaisquer outros no Congresso Nacional. Podem OU NÃO ser aprovados.

Aqui você pode saber quais foram as resoluções da mais recente conferência.

Como mostrou o Paulo Henrique Amorim, com a exposição de um vídeo, durante a conferência mais recente foi aprovada, por 29 votos a 2, a proposta de se formar uma Comissão Nacional de Verdade e Justiça.

Trata-se, portanto, apenas de uma proposta. Que poderá ou não ser adotada pelo Executivo brasileiro.
Leiam a matéria completa Aquí

Fonte: Ví o mundo

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publicado por Julio Falcão às 16:45
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Dezembro 02 2009
Como vocês já devem ter percebido estou sem tempo para me dedicar ao Blog, é uma pena, espero voltar logo ao rítmo necessário.

Logo agora que o DEM está no centro do furacão meu tempo é pouco para atualizar o Blog. Mas uma certeza nós já temos: Kassab foi acusado de ter recebido, diretamente de Brasília, dinheiro para o Panetone.

O Estadao online revelou.

Na matéria com o título "Arruda ameaça DEM e diz que não deixará o partido" isso está bem claro. Vejam:

"No fim de semana, ele já havia prevenido interlocutores do partido de que não se calaria caso fosse expurgado. Nessas conversas, disse claramente que revelaria os recursos que saíram do Distrito Federal para várias campanhas municipais do DEM, incluindo a da Prefeitura de São Paulo, hoje administrada por Gilberto Kassab."

E agora?

Kassab não vai se explicar?

Kassab, pelo visto e pela forma, adora Panetone, não é?


*Momento Riso

DEM = Dinheiro Escondido na Meia

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publicado por Julio Falcão às 00:26
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Novembro 18 2009
Senadores tucanos convocam "videntes" para explicar apagão

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado aprovou nesta quarta-feira (18) um convite para uma entidade esotérica prestar esclarecimentos sobre o apagão que deixou 18 Estados sem luz na última semana.

O pedido foi feito pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), e endossado pelo presidente da comissão, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). A sessão não tem data marcada. Caso compareça à audiência, o Senado terá que arcar com despesas de viagem, diárias e hospedagem dos representantes da entidade.

A convidada é a Fundação Cacique Cobra Coral, que tem como lema "luz que ilumina os fracos e confunde os poderosos". Em seu site, a entidade diz que sua missão é "minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza". Também diz ser orientada pelo "espírito que teria sido de Galileu Galilei e Abraham Lincoln".

Segundo documentos mostrados em seu site, a fundação já estabeleceu convênios, entre outras cidades, com as prefeituras do Rio de Janeiro e São Paulo, para atuar em questões de previsão do tempo e alertas sobre mudanças climáticas.

Em seu site, a entidade também diz que "alertou o governo federal em janeiro de 2008 do risco de um grande apagão em 2009", mas não dá nenhum detalhe sobre isso.
Fonte: Vermelho

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publicado por Julio Falcão às 22:41
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Outubro 29 2009
Bancada da bala: a suspeita participação do DEM na CPI do Campo

O DEM escolheu na terça-feira (27) parlamentares ligados à bancada ruralista para integrar a CPI do Campo, também chamada de CPI do MST. Até aí tudo bem. Não se esperava outra atitude do partido mais direitista do país. O problema é que seus indicados são pra lá de suspeitos.


Um dos indicados, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), não é apenas da bancada ruralista. É também da chamada "bancada da bala", grupo de deputados que defendem os interesses das empresas de armamentos. Os mesmos armamentos que alguns fazendeiros usam para montar milícias de jagunços armados.

Os deputados federais Lorenzoni e Abelardo Lupion (DEM-PR) e foram indicados para titulares da CPI, enquanto Jorginho Maluly (DEM-SP) e Vic Pires (DEM-PA) para a suplência. No Senado, a oposição ainda não fez as indicações para a CPI, mas a expectativa é que o DEM também priorize parlamentares ligados ao latifúndio, como a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Kátia Abreu é suspeita de desviar recursos da Confederação Nacional da Agricultura, da qual é presidente, para sua campanha ao Senado. A CNA teria pago R$650 mil para a agência de publicidade que fez a campanha eleitoral da senadora, mas nem as despesas com publicidade, nem a doação da CNA aparecem na prestação de
contas à Justiça Eleitoral.

Já o deputado Lorenzoni é apontado como defensor dos fabricantes de armas. Em sua campanha para se reeleger deputado, Lorenzoni recebeu doações da Taurus e da CBC (Companhioa Brasileira de Cartuchos) no valor de R$ 190 mil.

Doação bilionária para o agronegócio

Além de mostrar a que interesses estes parlamentares estão ligados, a base aliada do governo guarda outra arma para contra-atacar a oposição na CPI do Campo: ampliar as investigações de repasses públicos a entidades ligadas ao agronegócio.

Para isso, a Frente Parlamentar da Terra, da qual o presidente é o petista Dr. Rosinha (PR), tem na manga um estudo encomendado ao pesquisador Sérgio Sauer, da área de estudos agrários da Universidade de Brasília (UnB), sobre o montante de recursos públicos que os grandes produtores recebem para financiar entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Segundo o dossiê, entre 2000 e 2006, as entidades teriam recebido juntas R$ 1,1 bilhão e não comprovaram a aplicação correta do dinheiro.

Os dados foram repassados em 2007— segundo o documento — pelo Ministério da Previdência Social, responsável na época pelo recolhimento dos impostos do setor. Um dos casos foi parar no Ministério Público do Paraná, que, segundo o documento, teria pedido justificativas ao Senar do estado pela compra de 12 veículos sem a realização de licitação, o que gerou um gasto de aproximadamente R$ 335 mil.

Outro caso citado é uma fiscalização do Tribunal de Contas da União em um convênio do Senar firmado para o financiamento da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação de 2004, em São Paulo. Com base no texto, o dinheiro — R$ 101 mil — teria sido empregado indevidamente na compra de camisetas, uniformes e canivetes, além da contratação de serviços de bufê. O órgão fiscalizador apontou que a despesa não tinha respaldo nos objetivos da entidade, que tem como finalidade a formação profissional de trabalhadores rurais.

O conteúdo das 148 páginas do estudo de Sauer está sendo atualizado até o primeiro semestre deste ano para servir de base à Comissão. “Se a CPI vai abrir o precedente para fiscalizar repasses da União, nada mais justo do que ampliar o leque e rastrear as entidades do agronegócio”, defende Dr. Rosinha.
Fonte: Vermelho

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publicado por Julio Falcão às 09:12
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Outubro 28 2009
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publicado por Julio Falcão às 16:29
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Outubro 28 2009
Messias Pontes: Oposição brasileira está cada vez mais sem rumo

Sem bandeira, sem programa, sem credibilidade, a oposição brasileira está cada vez mais sem rumo, uma verdadeira biruta. O tempo vai passando e a aflição toma conta dos demos, tucanos e afins. Afinal, não adianta mais fabricar crises e criar dossiês porque a maioria do povo não mais aceita tantos clichês disseminados por essa oposição irracional através do seu maior partido, a grande mídia conservadora, venal e golpista.

O desespero está tomando conta do ninho tucano justamente porque o seu horizonte é por demais nebuloso. Para aumentar o alvoroço, o professor do Iuperj e da Universidade Cândida Mendes, Marcus Figueiredo, especialista em pesquisas eleitorais, divulgou estudos mostrando que o tucano José Serra, está em curva descendente, enquanto sua provável principal adversária, a ministra Dilma Rousseff, está em curva ascendente. É o que ele chama de Pesquisa das Pesquisas. O nome de Ciro Gomes também vem crescendo e se sua candidatura à Presidência for mantida, ele será o candidato anti-Serra e não anti-Dilma.

O governador paulista tem pesquisas não divulgadas, é claro, dando conta do quadro sombrio para toda a oposição. Ele sabe também que mais da metade do eleitorado não conhece a ministra e muito menos que ela é a candidata “in pectore” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por isso mesmo Serra não se dispõe a declarar que é candidato. Trocar uma reeleição quase certa em São Paulo por uma quase certa derrota na disputa presidencial, ele prefere deixar o tempo passar para depois se definir.

Mas essa indefinição está tirando do sério o governador mineiro Aécio Neves - que defende a realização de prévias no PSDB - e seus principais aliados do DEMO, do PPS e da banda podre do PMDB. O deputado federal e presidente do DEMO, Rodrigo Maia, vem de há muito cobrando uma definição de Serra e já declarou sua preferência por Aécio por entender que este tem mais potencial de crescimento.

Aécio tem feito declarações públicas que acirraram mais os ânimos no ninho tucano. Ele se considera traído pela cúpula do seu partido que mandou fazer pesquisa apenas com o nome de Serra, e quando o dele aparece é numa chapa pura com ele na vice. O seu mais recente desabafo foi semana passado quando afirmou que “não posso ser refém da vontade do Serra nem vou ficar esperando que ele dê o último suspiro”. Disse ainda que ou é candidato a presidente ou vai disputar o Senado.

Para entornar mais o quadro, o neodireitista Roberto Freire, presidente do PPS, acaba de renegar o seu grande ídolo FHC – o Coisa Ruim -, afirmando que a política econômica deste foi um desastre e deve ser esquecida. “A política econômica de Fernando Henrique não é a do PSDB. Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!”, recomendou o comunista arrependido.

A incoerência do comunista arrependido não tem limite, logo ele que era mais fernandista do que dona Ruth Cardoso. Como ele quer dissociar a tragédia tucano-pefelista de José Serra se este foi um dos formuladores da política do Coisa Ruim? O Nordeste todo e o Norte de Minas estão comemorando efusivamente os 100 anos do DNOCS, completados anteontem, mas em 1999, através da Medida Provisória Nº 1.797, o Coisa Ruim extinguiu este órgão e depois teve de recuar em função do clamor das lideranças da região. Por que José Serra não protestou? Este fato, certamente, será lembrado durante a campanha eleitoral do próximo ano se Serra for o candidato, coisa que não acredito que seja.

Serra sabe muito bem que não tem como se dissociar da desastrada e trágica política neoliberal e entreguista do Coisa Ruim. Afinal, ele foi ministro do Planejamento e Orçamento do desgoverno tucano-pefelista durante dois anos e foi ministro da Saúde por mais tempo, sendo envolvido no escândalo dos “Sanguessugas”.

Outro fato que tira o sono do demotucanato é o acordo firmado com o PMDB para compor a chapa de Dilma Rousseff, cujo vice será o seu presidente Michel Temer. Em qualquer cenário o PMDB sairá dividido, porém com esse acordo a maioria peemedebista seguirá o seu presidente.

Por mais que a oposição de direita e sua mídia conservadora, venal e golpista não queiram, a imagem do presidente Lula será colada em Dilma Rousseff. E a imagem do “Cara” continua em alta aqui e lá fora. Ele está colecionando prêmios internacionais e no próximo dia cinco estará em Londres para receber o quarto somente este ano. Trata-se do Prêmio Chatham House pelo trabalho na estabilidade, resolução de crise e na redução da pobreza. O Chatham House é um destacado centro em assuntos internacionais.

E agora, deputado Fernando Hugo?
Fonte: Vermelho

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publicado por Julio Falcão às 14:58
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Outubro 23 2009
Oposição não quer ser vítima de suas próprias denúncias

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Brito, ao comentar a decisão do tribunal de recusar denúncias anteriores da oposição – PSDB, DEM e PPS – contra as viagens do Presidente Lula e da ministra Dilma Roussef, disse que não falta rigor à Justiça Eleitoral, mas, sim, consistência às peças das representações (denúncias).

Nos bastidores, a avaliação é de que a oposição não se esmera nas acusações porque receia contribuir para a criação de jurisprudência que venha a prejudicar os seus próprios candidatos – o governador de São Paulo, José Serra, e o de Minas Gerais, Aécio Neves.

O presidente do TSE recomendou que os autores das representações “se compenetrem da necessidade de trabalhar com petições mais consistente”, acrescentando que o TSE está disponível para apreciar qualquer “suspeita fundada” de propaganda eleitoral, enfatizou.

A jurisprudência em vigor no TSE considera ato de propaganda eleitoral antecipada aquela que leva ao conhecimento do eleitor a candidatura e as ações que o candidato pretende realizar. Sem referência a eleição, candidato e pedido de voto, não pode haver punição, que consiste em cobrança de multa no valor de R$5 mil a R$25 mil.

A defesa do Presidente Lula e da ministra Dilma é de que não pode haver propaganda na viagem de visita às obras do Rio São Francisco, considerando que o também presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) também fazia parte da comitiva.
Fonte: Vermelho

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publicado por Julio Falcão às 15:24
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